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Tecnologia para separação de sucata é avanço no segmento

Investimentos em equipamentos são fundamentais na busca por mais qualidade e eficiência dos processos de reciclagem

19/04/2016
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O Brasil segue na liderança mundial de reciclagem de latas de alumínio desde 2001. Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), o Brasil reciclou 289,5 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, das 294,2 mil toneladas disponíveis no mercado em 2014, crescimento de 12,5% em relação ao volume do ano anterior. Com isso, o índice atingiu 98,4%. “A manutenção do índice próximo aos 100% de reciclagem é uma demonstração de que o modelo, referência para a construção da Política Nacional de Resíduos Sólidos, está consolidado e serve de exemplo para uma economia de baixo carbono”, afirmou Renault Castro, presidente executivo da Abralatas em comunicado oficial.

Com potencial de mercado, o uso de novas tecnologias pode contribuir para o desenvolvimento do setor. “Avanços tecnológicos, tais como a separação a laser, estão deixando mais rentável o processo de triagem de sucata de nível menor em regiões desenvolvidas”, aponta Eoin Dinsmore, consultor principal para alumínio do CRU Group. A Steinert é fornecedora de soluções em separação de materiais, como o Separador Eddy Current. Ele opera com correntes parasitas para induzir um campo magnético em metais não ferrosos, permitindo a separação do alumínio através da repulsão da peça pelo campo magnético do equipamento.

Já o sensor de raios-X identifica e separa o alumínio misturado a outros metais pesados, como cobre, latão, zinco. “Os equipamentos trabalham com eficiência acima de 90% quando operando em condições adequadas, permitindo assim recuperar quase todo o alumínio presente na sucata”, afirma Leandro Araújo, gerente comercial da Steinert. Segundo a Tomra Sorting Recycling, que desenvolve e fabrica tecnologias de separação, mais empresas estão procurando por soluções desse tipo.

Para o setor de alumínio, oferecem a tecnologia de raios-x, de análise da densidade atômica. Desta forma, em um concentrado de metais não ferrosos produzidos por um separador indutivo, é possível retirar os objetos de metais pesados, obtendo o alumínio separadamente. “A alta pureza melhora o desempenho do forno e evita elevação de temperatura que pode queimar o produto. O baixo custo de manutenção é outro fator interessante do ponto de vista econômico”, diz Carina Arita, gerente de vendas da Tomra.

No entanto, Luiz Melo, diretor do Grupo Melo, empresa que comercializa sucatas de metais não ferrosos, ainda enxerga tais tecnologias pouco acessíveis no país. “Podem representar um salto no setor quando se tornarem populares, mas é necessária uma política séria e bem definida, que use a iniciativa privada como mola propulsora para aumentar a capacidade da indústria já instalada”, avalia.

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