Técnicas

Qualidade com durabilidade

Refratárias buscam tecnologias para melhorar o desempenho de seus produtos de olho no setor de reciclagem

19/04/2016
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Com a redução do volume de produção do alumínio primário, a indústria tem cada vez mais recorrido ao metal proveniente da reciclagem, o que já representa 33% do consumo. O segmento dá fôlego à indústria refratarista, que observa a queda nas vendas de refratários, apesar do crescimento da produção industrial. Além disso, a concorrência de importados tem acirrado a disputa por um setor dominado por grandes players. “O vigor da reciclagem nos dá a oportunidade de apostar em novas tenologias e instrumentos que possam aumentar a longevidade dos fornos, sem impactar negativamente a qualidade do alumínio”, explica Ulisses Prado, diretor administrativo da Associação Brasileira de Cerâmica (ABCeram).

Consumo

Dentro dos parâmetros da indústria do alumínio, para cada tonelada que é produzida, cerca de 10 kg a 15 kg de refratários são utilizados. Historicamente, a indústria consome em torno de 6% dos refratários produzidos. Portanto, a perda gerada indiretamente durante o processo de produção impacta diretamente os custos e o preço final do produto. Novos materiais e tecnologias que permitem aplicações rápidas nos refratários têm obtido algum sucesso no mercado por permitir mais rapidez no processo, aumento da disponibilidade dos fornos e, por consequência, na produção.

Além disso, os novos refratários estão sendo desenvolvidos para suportar as altas temperaturas sem falhar e ao mesmo tempo estarem “prontos” para a retomada de operação mais rápida, agressiva e sem comprometer a sua atuação. A Togni Materiais Refratários desenvolveu seu próprio processo: “Apostamos em nanotecnologia e abrasivos que consigam gerar uma camada resistente e forte o suficiente para suportar o impacto do alumínio nas peças. Temos mais de 200 formulações para uso específico possíveis para os refratários”, diz Augusto Amoedo, gerente de pesquisa do setor de qualidade da Togni.

Consciência

Preocupada com a sustentabilidade e as perdas que acontecem durante o processo de produção, a Magnesita, empresa voltada à mineração, produção e comercialização de materiais refratários, deu início a uma solução direcionada a questões ambientais e sociais. Através da logística reversa e da norma ISO 9001, a empresa fez com que fossem desenvolvidas novas metodologias de gestão, logística e processo para promover a destinação adequada dos refratários pós o uso. Essa nova iniciativa fez com que outras empresas do mercado passassem a estudar, planejar e desenvolver métodos que impactem cada vez menos o meio ambiente e ao mesmo tempo tragam benefícios à empresa, que terá uma área específica voltada à reciclagem e ao descarte correto dos seus produtos.

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