Automotivo

Fora de estrada…

...Mas dentro do radar da indústria. Setor de acessórios aposta no alumínio por conferir visual arrojado, leveza e resistência às variações de tempo e clima

Vitor Valencio 23/06/2016
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Eles são feitos para enfrentar estradas e terra, ladeiras e carregar peso extra. No entanto, os modelos off road têm mesmo é dominado os asfaltos e conquistado adeptos nem tão radicais assim. Com a baixa do setor automotivo, o mercado vê no nicho a esperança de bons números de vendas no setor. Um exemplo é o lançamento do Jeep Renegade. De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional de Veículos Automotores), o utilitário foi o mais vendido na primeira quinzena de outubro e terminou o mês entre os dez veículos mais emplacados do país.

Entre os utilitários, foi o segundo no mercado nacional, rivalizando com os já consagrados Honda HR-V, Ford EcoSport e Renault Duster. Esse último que também acaba de ganhar a versão picape. De olho nesse crescimento, acaba de ser inaugurado no Polo Automotive Jeep, em Pernambuco, o serviço de Custom Shop. A prática é uma personalização, ainda na linha de montagem. Trata-se de uma extensão da Mopar, especializada em accessórios originais. Para o mercado brasileiro serão comercializados quatro kits para o modelo Renegade, com itens em alumínio.

A boa aceitação impulsiona o mercado de acessórios automotivos em alumínio, uma das marcas registradas dos modelos. O metal participa dos equipamentos e garante robustez e segurança, como paralamas, bagageiros, estribos, santo-antônios e racks para tetos.

Uso do alumínio em acessórios, como bagageiros, paralamas, estribos, santo-antônios e racks, confere robustez, liberdade de design, leveza e durabilidade. Além de diversas opções de acabamentos: polimento, anodização natural ou colorida, brilhante, fosca e outras.

ALUMÍNIO

Também famosa pelos equipamentos no segmento, a sueca Thule possui fábrica no Brasil desde 2004 para a produção de bagageiros de teto fechados. “As vantagens de utilizar alumínio nesses equipamentos são a redução de eventuais problemas com oxidação, menor peso, o que ocasiona economia e menos desgaste, e o design conferido às peças”, explica Giuliano Bertazzolo, gerente de Marketing da Thule, no Brasil. Ele complementa: “Temos dois modelos de bagageiros abertos como carro-chefe: o Thule Explorer e o Thule Trail. Contamos também com os tradicionais racks em alumínio da marca”.

Este é mais um caso em que o alumínio garante versatilidade e economia na criação de perfis sem necessidade de grandes investimentos em ferramental ou processos, possibilitando transformar mecanicamente perfis em peças através de processos relativamente simples  como corte, dobra e usinagem. “A aplicação de perfis de alumínio aumenta a robustez, confere liberdade no design, leveza, sofisticação e durabilidade aos acessórios de veículos, através das diversas opções de acabamentos”, diz Sérgio Vasconcelos, da área de Desenvolvimento e Processos da Sapa Group, que fornece em torno de trinta toneladas por mês para grandes montadoras como Volkswagen, Toyota, Mitsubishi, Fiat, Renault e GM, além de especializadas no mercado de acessórios, como Keko e Bepo.

“A Sapa fornece perfis em barras longas, peças cortadas, semiprontas ou ainda com acabamento final, prontas para montar em um conjunto ou diretamente no veiculo”, revela o especialista.
A Bepo, que produz estribos, longarinas e racks de teto em alumínio para picapes e SUVs, atende tanto montadoras quanto o mercado de reposição através de distribuidores e lojistas. A nova Oroch, da Renault, vem equipada de fábrica com longarinas de teto em alumínio da empresa. Assim como a Saveiro, da Volks, que além das longarinas conta com o trilho da caçamba.

Já a Keko, que fornece capotas marítimas e perfis de estribos laterais para as grandes montadoras, reforça a utilização de alumínio de alta qualidade, com acabamento natural ou em alguns dos produtos anodizados. “A busca por materiais superiores confere maior durabilidade e resistência à corrosão para os acessórios, que são constantemente expostos à ação do tempo e clima”, explica Dayane Martins, especialista de mercado da Keko – Acessórios Automotivos.

Montadoras apostam em materiais superiores com maior durabilidade e resistência à corrosão para os acessórios, que são expostos à ação do tempo e clima

MERCADO

Entretanto, atingir desempenho e robustez requer adequação dos fabricantes à realidade de cada veículo. Rech, da Bepo, avalia que cada produto possui uma liga especifica que se diferencia de acordo com as exigências das montadoras de  veículos. “No caso das longarinas que são instaladas no teto dos veículos, a principal vantagem é o peso em relação a opções por outro material, possibilitando uma maior variedade de produtos e economia de combustível para os veículos”, avalia o executivo.

Vasconcelos, da Sapa, avalia o mercado como promissor tanto para a indústria quanto para os fabricantes de acessórios. Um exemplo é o investimento anual da Keko na compra de alumínio, que ultrapassa sete milhões de reais. Valor revertido anualmente em aproximadamente quatrocentas toneladas de alumínio transformado em produtos para o mercado nacional e internacional. “A Keko também exporta seus produtos para montadoras de trinta e oito países. Os perfis e travessas de alumínio são comprados prontos de fornecedores. Já o beneficiamento e a pré-montagem são feitos pela Keko“, diz Dayane Martins, especialista da empresa.

A Bepo estima seu market share em 30% e sinaliza espaço para mais investimentos. Segundo Rech, o cenário pode ser ainda mais promissor nos próximos anos. “A Bepo segue as tendências do mercado automotivo de cada vez mais inserir o alumínio em seus produtos, tornando-os mais leves e duráveis”, aponta.

 

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