Automotivo

Mobilidade do futuro

Estudantes da Universidade de Eindhoven desenvolvem motocicleta e viajam o mundo para mostrar a potência de veículos elétricos

Revista Alumínio 18/01/2017
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No final do século 19, Júlio Verne escreveu sobre uma fantástica viagem em que o cavalheiro inglês Phileas Fogg e seu valete, Passepartout, tentavam circum-navegar o planeta. “A volta ao mundo em 80 dias” ficou conhecida como uma das maiores obras da literatura mundial.

Assim como Fogg almejou em sua jornada, um grupo de estudantes da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, quis levar a sua obra para viajar o mundo. Trata-se de uma motocicleta elétrica criada pelos alunos, que apostam que o futuro da mobilidade é elétrico. Batizada de STORM Wave, a moto apresentou alguns problemas elétricos na bateria – que consiste em 24 cartuchos modulares com 28.5 kWh de energia, o que lhe dá um alcance de 380 quilômetros percorridos com apenas uma carga.

A solução encontrada pelos estudantes para o problema da bateria foi desenvolver os cartuchos em alumínio extrudado, o que otimizou tanto a força do veículo quanto seu peso. A colaboração da SAPA, fabricante de extrudados de alumínio, foi essencial para o sucesso do projeto, pois a empresa mostrou à equipe universitária como o metal pode ser bem utilizado e integrado aos veículos em geral.

Assim que o modelo teve os ajustes feitos, foi colocado à prova em uma viagem de 80 dias por diferentes regiões do mundo. O objetivo era mostrar a importância do transporte elétrico no futuro, não apenas na Europa, Américas e China, mas em países em que a população sequer tinha conhecimento de transporte com o suporte de bateria, como o Quirguistão, na Ásia Central.

O grupo saiu de Eindhoven, passou pela Turquia, Iran e Quirguistão, para depois chegar à China. Entrou em um avião para Seattle e atravessou os Estados Unidos até Nova York. Depois, voou novamente, até Paris, e dirigiu as últimas centenas de quilômetros de volta a Eindhoven.

A equipe que desenvolveu a STORM Wave consistia em 23 estudantes, sendo que apenas 5 deles tinham o preparo necessário para dirigir a motocicleta, portanto faziam um revezamento com o veículo. Durante o trajeto foram sendo feitas pequenas adaptações no motor, com o objetivo de melhorar sua performance, e não houve registro de problemas técnicos.

O processo de troca de bateria era feito em sete minutos pela equipe e a energia era renovada todas as noites, podendo utilizar as baterias novamente no dia seguinte, com carga total. Ao fim da viagem, que somou 23 mil quilômetros percorridos com a motocicleta elétrica, a equipe foi acompanhada por carros elétricos da Tesla, especialista na fabricação deste tipo de veículo.

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