São grandes as chances de o cafezinho que você bebe, tão popular no Brasil, ter passado pelo alumínio antes de chegar à sua xícara. E não importa se ele foi comprado em algum café refinado de estilo europeu ou preparado na cozinha de casa mesmo, com filtro de pano ou papel.
Apesar da variedade de modelos e materiais, no seu dia-a-dia, o brasileiro costuma usar o tradicional bule de alumínio para despejar a água recém-fervida sobre o pó e preparar o saboroso café.
Sediada em São Paulo, a Alumínio Fortaleza vende utensílios de cozinha para todo o País. Entre os itens mais fabricados estão justamente os bules de alumínio com suporte para coador de pano, encontrados nas versões prateada, preta e com revestimento antiaderente.
Na Alumínio Douglas, também em São Paulo, os bules de café representam 45% das vendas, à frente de panelas, canecas, jarras e fôrmas. "É um produto barato, fácil de arear", explica o dono da empresa, Douglas Manetti.
Como na Europa
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a novidade são as "boutiques" Nespresso, badaladas cafeterias ligadas à Nestlé que fazem sucesso há algum tempo em países da Europa. A particularidade delas são as exclusivas máquinas de expresso, de mesmo nome. Os grãos do café são colocados nas máquinas dentro de pequenas cápsulas de alumínio hermeticamente seladas. Apertado o botão da máquina, um jato d'água quente rompe o pacote, e o café cai diretamente na xícara.
O alumínio é importante porque mantém o café protegido da luz, do ar e da umidade, totalmente isolado. Cada cápsula serve uma xícara. Há, no total, 12 blends, com diferentes características e procedências (Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Togo, Quênia e Etiópia).