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| Na comparação com o aço, a roda de alumínio chega a pesar entre 15% e 50% a menos |
Beleza
Novos acabamentos pigmentados estão cada vez mais presentes nos projetos, em busca de atratividade do produto. Atualmente, encontra- se no mercado rodas de 13" até 22", sendo o alumínio o único metal que permite que se alcance esse tamanho.
Meffe explica que a liga evoluiu de tal forma que hoje há mais possibilidades de desenho. As técnicas de detecção de defeitos de fundição também melhoraram consideravelmente com equipamentos e padrões de raio x mais precisos, que permitem observar se há fissuras no metal.
Outro sinal de que o mercado interno está mais amadurecido e em crescimento é o fato de que as montadoras começam a aceitar trabalhar com o co-design, parceria em que a fabricante de rodas opina no projeto após submetê-lo a testes, especialmente o de resistência. "Antigamente, recebíamos o projeto apenas para executar. Há cerca de quatro anos, começamos a atuar conjuntamente, propondo adaptações no original às montadoras quando os projetos não têm adequação à realidade brasileira, principalmente às ruas e rodovias", diz Martins, da Mangels, empresa que mantém uma equipe com seis engenheiros de produto.
Mas o processo parece estar no início. "Temos 5% de co-design do total produzido. A Fiat é a montadora mais aberta a isso, já há quase 15 anos, desde o lançamento do Palio. A GM às vezes dá essa abertura. Os franceses e alemães, nem pensar. Apesar de haver ganhos de produtividade e conformidade, o mercado brasileiro ainda está crescendo em credibilidade para poder participar mais", diz Benedetto, da Italspeed.
A indústria automobilística usa basicamente duas ligas: AlSi11 e AlSi7. "O uso das ligas depende de montadora e da aplicação, mas usualmente as de AlSi11 são de aro 14" até 16" e, para pick-ups, é usada a AlSi7", diz Meffe Jr., da Ford, que lembra que aros de dimensão de 18" a 22" conferem ar mais sofisticado e são aplicados em veículos de alto padrão ou esportivos.
Resistência
Foi por causa do clássico Bugatti tipo 35, lançado durante o Grande Prêmio da França, em 1924, que o interesse mundial pela roda de liga leve foi desperto. O carro de corrida, considerado moderno e com design ousado, associou definitivamente essas rodas à sofisticação. Ali também as vantagens técnicas começaram a ser debatidas. "Os técnicos passaram a ver vantagens na redução do momento da inércia e da redução de massas suspensas", conta o professor titular de autoveículos e segurança veicular da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, Celso Arruda.
Com o avanço da tecnologia, os benefícios das rodas de liga leve saíram das pistas de corrida e passaram a fazer parte do desejo dos consumidores. Também a qualidade mudou. Até porque, décadas atrás, o que antes se chamava de roda de liga leve era, na verdade, feita de magnésio. "O magnésio é pouco dútil: em vez de deformar, fratura; e tem problemas de desempenho se aplicado à roda. Depois, o mercado passou a usar unicamente o alumínio. As propriedades técnicas evidentes, junto com a beleza, fizeram o produto cair no gosto do consumidor", analisa Ayrton Filleti, coordenador do comitê de mercado de transportes da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).
Há ainda outros efeitos, como a resistência à corrosão e a redução do desgaste do sistema de suspensão, freio e pneus, devido ao maior coeficiente de troca de calor e menor peso. "As rodas têm vida útil muito superior à do veículo. Quando testadas em sua condição máxima de carga, suportam uma ciclagem superior a 1,5 milhão de ciclos no que diz respeito à fadiga do aro. No veículo, isso representaria algo em torno de 200 mil km rodados, mas como o veículo não roda com carga total durante todo o tempo, a vida útil é ainda superior", conta Meffe Jr.
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Beleza é o grande chamariz do acessório para consumidor final. Não à toa, Mangels tem mais de 140 modelos (acima, uma delas); Italspeed, cerca de 200 |
Mercado
No Brasil, o produto gera diferenciação na percepção de qualidade e no valor de mercado do automóvel. O custo das rodas, portanto, acompanha esse conceito. Em outros países, a teoria é outra. Com preços mais acessíveis do produto, Estados Unidos, Alemanha, França e Itália, por exemplo, já trazem as rodas de liga leve em 65% dos modelos, em média. "No Brasil, o número ainda é baixo também devido à grande predominância de veículos básicos, populares", afirma Martins, da Mangels.
Porém, a popularização do acessório, já saído de fábrica, está sendo detectada pelas fabricantes, segundo as quais "o share do aftermarket está em declínio", como garante Pantaleão, da Mangels.
O gerente comercial da Votorantim Metais- CBA, João Rodrigo Storani, traduz isso em números. Storani diz haver uma expectativa de que "as montadoras gradualmente substituam rodas de aço por alumínio de modo a dobrar o consumo nos próximos cinco anos". É a sofisticação se tornando cada vez mais acessível ao consumidor brasileiro.
Como cuidar
Dicas para montar e manter a roda de alumínio
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Lubrificante
Antes da montagem, recomenda-se a aplicação de uma leve camada de lubrificante (que não seja à base de água) no guia do cubo e na aba da roda para diminuir a corrosão entre a roda e o guia. Não é preciso lubrificar a face da roda, o cubo ou o tambor de freio.
Sistema de centragem de roda
Nunca alterar os furos de montagem e não utilizar porcas de base cônica para fixar a roda orientada pelo guia do cubo. O não cumprimento dessas recomendações pode comprometer a segurança do veículo e tornar inválida a garantia da roda.
Guia do cubo de roda
Na montagem dianteira ou no rodado duplo, o guia do cubo deverá permanecer em contato de, no mínimo, 3mm. Os guias maiores facilitam a centragem e montagem da roda.
Cuidados e Manutenção
● Limpar as rodas regularmente ou com vapor ou com jato -d'água. O uso de shampoo neutro é recomendável. Não utilizar produtos muito alcalinos ou limpadores ácidos.
● A resistência natural do alumínio à corrosão exclui necessidade de pintura nas rodas.
● Depois de alguns anos de uso, pode ocorrer o desgaste da aba. Com o procedimento adequado, em poucos minutos a roda retorna ao seu estado normal sem risco ao pneu.
● Nunca tentar consertar a roda por conta própria. A liga de alumínio especial utilizada é tratada termicamente e o aquecimento sem controle pode enfraquecê-la. Não soldar a roda, pois o processo da soldagem oferece risco de acidentes graves ou fatais.
Fonte: Alcoa
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