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| Belini diz que Fiat está investindo R$ 10 bi e analisa: "isso é uma resposta ao desafio da competitividade e uma prova de confiança no futuro do Brasil" |
Ainda que em meio a um cenário competitivo e agressivo, com a chegada de concorrentes asiáticos e com contexto econômico global instável, a Fiat está otimista quanto ao mercado brasileiro de automóveis para 2012. "O Brasil não é cenário de alto risco. O crescimento das vendas de veículos deve situar-se no mesmo intervalo do PIB: de 3,5 a 4%". A análise é do presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, responsável pelo Grupo Fiat/ Chrysler na América Latina e também presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
O otimismo, na verdade, está em um olhar de médio prazo. Belini diz que a empresa atravessa hoje o maior ciclo de investimentos de sua história, de R$ 10 bilhões entre este ano e 2014: "Isso é uma prova de confiança no Brasil", diz. A meta, com isso, é o desenvolvimento de novos produtos, ampliação da capacidade de produção e inovação.
O foco na inovação está alinhado, ele diz, à adequação dos produtos ao conceito de sustentabilidade. Segundo explica, 80% do impacto do automóvel ao longo da cadeia global encontra-se durante o uso do veículo, por isso a empresa deve focar esforços em ações para redução dos impactos ao longo do ciclo de vida do produto. "O que se buscará, no futuro próximo, será eficiência energética, redução de peso e uso de materiais recicláveis e reciclados", diz. Confira.
Como o sr. entende que o conceito de sustentabilidade está sendo aplicado na indústria nacional? e como isso se dá na fiat do brasil?
O conceito de sustentabilidade está muito solidificado na indústria automotiva. Não é, hoje, apenas importante aumentar a reciclabilidade dos componentes e diminuir o consumo de combustíveis. É importante para nós conhecer toda a contribuição do veículo para o ambiente, desde a fase de transformação da matéria-prima até a morte do veículo, isto é, nos é importante conhecer o impacto de toda a cadeia produtiva, do uso e descarte final, o que se faz através da ACV (análise do ciclo de vida) do veículo. Dessa forma, toda a inovação a ser empregada nos veículos deverá ser, cada vez mais, definida em função desse impacto global no ambiente e será adota somente nos casos de um impacto favorável.
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Fiat 500, novo carro da marca, com motor MultiAir, que permite menor emissão de poluentes |
Qual a nova proposta de automóveis que se vislumbra para as próximas décadas?
Uma vez que cerca de 80% do impacto do automóvel ao longo da cadeia global encontra- se durante o uso do veículo, as ações mais iminentes e contundentes serão no sentido de mitigar tais efeitos nesta fase. Assim, o que se buscará no futuro próximo será a eficiência energética e utilização de energias alternativas, redução de peso e uso de materiais recicláveis e reciclados, bem como materiais derivados de fontes renováveis e fibras.
O alumínio está inserido nessa proposta? Como é a tendência de uso do metal em carroceria e componentes?
O alumínio efetivamente apresenta-se como uma boa alternativa para redução de peso, portanto, se encaixa bem no conceito de redução de consumo e, assim, na redução de gases de efeito estufa. Tem havido no mundo um ligeiro aumento no uso desse material, de forma mais difundida nos capôs. Contudo, pesa sobre a difusão do uso do alumínio o custo, tanto do material como das tecnologias envolvidas para sua utilização. Ademais para uma utilização de longo prazo, como já assinalado, deve-se considerar a ACV relacionada ao seu emprego e não apenas à redução do CO2 na ponta da tubulação de descarga.
Qual é a participação do alumínio nos veículos nacionais?
A participação do alumínio nos veículos nacionais é da ordem de 5 a 7%, podendo ser um pouco maior de acordo com opcionais.
Quais são as estratégias para trabalhar a marca Fiat e seu valor intangível?
A estratégia da marca Fiat passa por um trabalho conjunto de diferentes áreas como marketing, comunicação, vendas, atendimento ao cliente, entre outros. Para manter a marca desejada pelo maior número de pessoas, precisamos criar pontes entre a promessa da marca e o imaginário do consumidor, com a entrega real de produtos e serviços de qualidade, inovadores e com um design diferenciado. Além disso, procuramos manter o consumidor próximo ao negócio e, muitas vezes, fazemos isso por meio de uma comunicação constante com eles.
Trabalhamos hoje na integração de toda a comunicação para alcançar esse objetivo. Quando falamos que a Fiat é movida pelos brasileiros, é uma forma de reconhecimento de que a marca precisa desta confiança para continuar oferecendo produtos de qualidade e inovadores. A cada dia, com o dinamismo do mercado, surgem diversas novas oportunidades e públicos a serem explorados, e entender o consumidor de hoje, que é multifacetado, é um de nossos desafios.
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