| O uso de mantas asfálticas com folhas de alumínio proporciona melhor conforto térmico aos ambientes |
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Quem já sobrevoou Buenos Aires deve ter notado o brilho dos telhados das casas. Isso ocorre porque na Argentina, ao contrário do Brasil, o alumínio é amplamente utilizado em mantas de impermeabilização de lajes e coberturas. Calcula-se que lá o consumo de mantas asfálticas esteja na casa dos 20 milhões de m²/ano, 85% destes com folha de alumínio. Aqui, o consumo chega a apenas 10% desse volume.
A folha de alumínio é o componente que dá proteção mecânica e amplia a vida útil das mantas e, ao refletir até 95% da luz solar, reduz o calor imposto ao produto, impedindo que rache ou trinque, dando origem a infiltrações. Ao mesmo tempo, oferece melhor conforto térmico, pois diminui a quantidade de calor que entra no ambiente. No inverno, ao contrário, dificulta a saída de calor.
Gilberto Cardoso, assistente técnico da Novelis, avalia que esse motivo justificaria um maior consumo das mantas no Brasil, especialmente nas regiões de maior variação de temperatura, como o sul do País. "Essa aplicação é ainda pouco difundida aqui", diz.
"A aplicação das mantas de cobertura na construção civil brasileira cresce de 10 a 15% ao ano", informa Nilva Gonçalves, gerente comercial da Viapol, empresa especializada em impermeabilizações e fabricante de mantas asfálticas. A Viapol está no mercado há 15 anos e toda a sua linha de mantas conta com a versão alumínio.
Para Nilva, dois fatos explicam a brutal diferença de consumo nos dois países. O primeiro é que as mantas argentinas são feitas para consumo popular, estando disponíveis em modelos de menor valor agregado. "O asfalto utilizado lá, por exemplo, não é modificado, enquanto aqui recebe poliuretano em sua formulação", assinala. Esse dado explicaria o valor até 40% menor das mantas importadas da Argentina. O outro fato é a questão cultural. No Brasil, a solução arquitetônica mais adotada na cobertura de residências são as telhas de cerâmica. Além disso, a legislação recomenda que a aplicação das mantas seja feita apenas por empresas registradas no CREA - Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. "Nosso mercado é extremamente técnico", afirma.
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