Leve, resistente, fácil de limpar, ótima condutividade térmica, cozimento uniforme dos alimentos, e ainda é ecologicamente correto, já que o material é reciclável e economiza energia. As propriedades conhecidas das panelas de alumínio, e exploradas com cada vez mais apuro pelo setor, começam a ser difundidas. Para o consumidor consciente, sem dúvida, saber que a reciclagem do alumínio reduz impactos ambientais, hoje, assume um caráter quase tão importante quanto o sabor dos pratos preparados nesses utensílios.
Todas as conquistas no resultado final não seriam possíveis sem o empenho do Sindicato da Indústria de Artefatos de Metais Não Ferrosos no Estado de São Paulo (Siamfesp). Seu papel vem sendo fundamental para assegurar qualidade e segurança dos produtos, e a unidade do segmento. Participar das elaborações das normas técnicas, incentivar as exportações, proporcionar cursos de design e capacitação de empreendedores e cobrar as devidas posturas dos órgãos oficiais no que se relaciona à proteção do mercado estão entre suas preocupações. "Temos quatro normas que tratam dos utensílios domésticos de alumínio e suas ligas: a NBR 14630 para panelas e caçarolas; a NBR 14876 para alças, cabos, poméis e sistemas de fixação; a NBR 15321 para revestimentos antiaderentes; e, por fim, a NBR 11823, para panelas de pressão. Também está sendo editada uma norma para acessórios de panelas de pressão - todas as normas elaboradas em parceria entre o Siamfesp e a Abal", conta Arcângelo Nigro Neto, vice-presidente do Siamfesp e diretor industrial da Nigro Alumínio Ltda. "Esperamos que, com a obrigatoriedade de adoção da norma da panela de pressão, as empresas comecem a incluir no seu processo produtivo controles de qualidade, objetivando ter produtos que atendam às exigências cada vez maiores dos consumidores."
Graças ao controle de qualidade da produção brasileira, diversas marcas já freqüentam as mesas dos estrangeiros. "Por meio de um trabalho desenvolvido pelo Siamfesp em parceria com a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos], estamos começando a exportar. Nossos mercados-alvo são Panamá, Venezuela, Peru, México, Guatemala, Argentina, Bolívia, Chile, Emirados Árabes e Angola. Também estudamos novos mercados em potencial, como Ásia e Europa", antecipa Nigro.
Novo tempo, novas panelas O diretor do Siamfesp observa que a família brasileira diminuiu, todos têm o hábito de comer fora, a mulher trabalha. A média de panelas de alumínio por residência, que era de 21 unidades, há quatro anos, hoje, corresponde a 18. Muitos utensílios passaram a ter múltiplas funções, o que também contribui para a redução do número de panelas nos lares brasileiros. "O consumidor mudou e as companhias estão atentas a essas mudanças de hábito, incorporando design mais arrojado aos produtos. Nós, do Siamfesp, estamos observando esta nova realidade e proporcionando aos nossos associados palestras sobre design, cursos e outros eventos", diz.
Apesar dos novos tempos e da diminuição do número de utensílios nas residências, segundo o Anuário da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), são comercializadas duas mil toneladas de alumínio/mês, o que representa cerca de seis milhões de panelas/mês e outros utensílios. "O consumidor procura novidades como cor, design moderno e praticidade, tudo o que uma panela de alumínio oferece", justifica Nigro.
Entre as marcas do mercado, a Tramontina produz mais de 200 itens diferentes, na fábrica de Carlos Barbosa (RS). Sua exportação representa 40% e o mercado interno, os outros 60%. A marca abrange todos os públicos, desde aqueles que querem um produto bem econômico até o mais exigente, atendido com a linha Lyon - que segue o conceito de panela forno.
A Nigro também aposta no metal como principal matéria-prima para seus produtos. Entre os lançamentos, destaque para as frigideiras - bonitas e resistentes - e a panela de pressão supersegura e com alta performance, ambos da linha Eterna. |