Editorial


edição 18
Em tempos de crise, poucos se arriscam a falar de outro assunto.
Por Os editores

Em tempos de crise, poucos se arriscam a falar de outro assunto. Crise nas principais bolsas do mundo, crise na indústria automotiva, alimentícia, têxtil, aeronáutica... A palavra crise caiu no gosto popular. Todo mundo virou economista; pior, futurologista. E quando alguém ousa mudar o tom da conversa, não falta quem atalhe. Nesses momentos, é bom saber que não são poucos os persistentes que desafiam os números e as projeções.

Na indústria do alumínio, que igualmente foi atingida pela crise, o desempenho do setor da construção civil é um exemplo de como o olhar otimista move - e não paralisa - a busca por novas perspectivas de crescimento. "Vamos apresentar ao governo um pequeno estudo da FGV sobre o efeito positivo para a economia com a construção de um milhão de casas em dois anos", afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvin Fox, referindo-se ao plano de governo relativo a casas populares para famílias com renda entre três e cinco salários mínimos. A associação aposta que esse projeto terá grande amplitude na geração empregos e no consumo de materiais como esquadrias, entre outros itens de alumínio. Aspectos animadores como este são abordados no Especial Construção Civil desta edição.

Outros movimentos detectam possibilidades interessantes, que vão da indústria naval às plataformas de petróleo, especialmente desde as recentes reservas descobertas no país, passando por equipamentos médico-hospitalares. No setor de embalagens, pelo menos seis lançamentos de latas foram vistos pelo mercado: todos envolvendo grande investimento em tecnologia e design, e cujas vendas superaram as expectativas. O metal também encontra outras perspectivas de avanço e faz planos. Mas tudo isso é só começo - afinal, o ano mal engrenou. Em vez do compasso de espera, a indústria faz sua escolha: buscar alternativas à letargia da crise. 

Boa leitura!

 
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