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É consenso entre os agentes de mercado que o ano passado foi considerado um dos mais importantes para a construção civil brasileira. As indústrias que operam no segmento de esquadrias de alumínio não só se aproveitaram do desempenho geral, como conseguiram alargar ainda mais seus horizontes, oferecendo novos produtos e sedimentando a atuação no mercado de alto padrão. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal), Roberto Papaiz, afirma que 2008 foi excepcional para a indústria de esquadrias e fachadas de alumínio.
"Houve o crescimento da produção e da capacidade instalada das empresas em todo o país", comenta. O vice-presidente da entidade, Harry Wottrich, ressalta a importância do ano passado para a conquista de novos clientes e o aumento de participação de mercado. "Para 2009, a perspectiva é que os negócios continuem bons, mesmo com a crise." Ele admite que até o momento sua empresa ainda não sentiu os efeitos, pois continua recebendo pedidos de orçamento, tanto de obras como do varejo - home-centers e lojas de materiais de construção. "As vendas em janeiro foram boas e já tenho contratos fechados até junho", garante. "Entramos em novos nichos, como construção vertical padronizada, usando a especificação da modulação de vãos. Muitas construtoras, hoje, usam o produto padronizado para reduzir custos e acelerar a velocidade de construção para moradias populares e até mesmo para a classe média."
Papaiz, presidente da Afeal, explica que, neste início de ano, a construção civil, de um lado, reduziu o lançamento de novos empreendimentos e, de outro, mantém a produção dos imóveis já lançados. Como as esquadrias e fachadas de alumínio entram numa fase adiantada da obra, há a garantia da manutenção de contratos e fornecimento até o início de 2010. "Se confirmadas as previsões dos analistas econômicos de que o pior terá passado no segundo semestre deste ano, nosso setor não será tocado pela crise", supõe.
A Ebel, que completa 20 anos de mercado em 2009, também apresenta números muito positivos. A empresa comercializa 40 mil unidades de esquadrias de alumínio por mês e contou, ano passado, com um aumento de vendas de 20%. Para este ano, a expectativa é crescer mais 10%. "O grande problema da crise é o pessimismo e o adiamento de decisões", comenta o diretor comercial, Homero Martinelli da Silva. A retração, sentida no final de 2008, deve ser atribuída mais à preocupação ante o quadro econômico apresentado do que à realidade de mercado. Em sua opinião, será possível fazer uma análise melhor e mensurar a demanda real com os primeiros dados deste ano.
A empresa atende atualmente com suas esquadrias de alumínio padronizadas todas as faixas de consumo, inclusive a alto padrão com a linha Elegance, que deve ser ampliada em 2009. "A Ebel está sempre investindo em tecnologia e processos com o objetivo de agilizar e aprimorar suas operações: produção, estoque e transporte", ressalta Homero.
Preferências Pesquisas internas mostram que, na classe A, a decisão de compra fica na maioria das vezes a cargo das mulheres. Por isso, existe a preocupação em desenvolver um design diferenciado para encantar o público feminino. A preferência recai sobre a cor branca e as dimensões são dadas por engenheiros e arquitetos.
A faixa média de consumo (B) também prefere o branco, que é, segundo Homero, uma tendência de mercado devido a sua beleza e qualidade. No entanto, a opção anodizado natural também tem grande procura. Os produtos devem ser mais robustos e o cliente possui o hábito de procurar a orientação do lojista.
A adaptação da construção ao material e os preços promocionais definem a compra da classe C, que, por essa razão, consome esquadrias da cor anodizado natural. Por fim, os consumidores com menor poder de compra sempre pesquisam a relação custo-benefício e não abrem mão de qualidade e garantia. |