| Alumínio é matéria-prima em sistema que reduz tempo de obra e de resíduos |
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A Gafisa adotou uma nova técnica que promete reduzir em dez meses o ciclo de obras de seus empreendimentos. A empresa passou a utilizar fôrmas de alumínio para padronizar suas operações no final do ano passado com o lançamento do Brink, empreendimento na zona sul da capital paulista. Além da economia de tempo, o sistema proporciona queda no volume de resíduos gerados. Sem o uso das peças de alumínio, a construção de cada empreendimento produz em média 8 toneladas de material descartável. Ao utilizar a nova tecnologia, a Gafisa prevê uma diminuição de até 40% desse volume.
O diretor de operações da empresa, Luís Bueno, comenta que a tecnologia permite a uniformização do processo de edificação: "Os empreendimentos terão tipologias e acabamentos diferentes, mantendo suas características únicas", garante. Ele explica ainda que o sistema de industrialização será aplicado em todo o Brasil e representará menor tempo também na entrega das unidades aos clientes Gafisa.
Uma área técnica foi criada para definir a melhor metodologia para reduzir o tempo gasto na execução de uma obra. A pesquisa verificou durante 18 meses tecnologias disponíveis no Brasil e no exterior, e a escolha recaiu sobre o método que molda paredes e lajes no canteiro de obras. As fôrmas recebem o concreto e tem início a construção andar por andar. Os pavimentos são executados com as paredes e lajes de concreto desde o térreo até a cobertura. Para possibilitar ainda alterações futuras dos usuários, a Gafisa optou pelo uso de dry wall, de gesso acartonado, em algumas paredes internas.
A Rodobens está usando tecnologia semelhante para a execução de paredes de concreto desde 2007. Os moldes de alumínio, fabricados pela Oeste em Cuiabá (MT) e pela SF Formas, em Campo Grande (MS), seguem as especificações de cada projeto e possibilitam várias vantagens à empresa na construção de casas. Uma delas é a padronização da obra, pois evita o trabalho artesanal de alvenaria. "Do ponto de vista ecológico, a técnica dispensa a utilização de tijolo, madeiramento e reboco, o que significa a redução de aproximadamente 80% da geração de entulho na obra", ressalta o diretor técnico da Rodobens, Geraldo Antonio Costa. |