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AAmazônia Legal, cujos 5,1 milhões de km2 representam 60% do território brasileiro, tem uma grande participação na produção nacional de alumínio. Em terras amazônicas, localizam-se 76% do total das reservas nacionais de bauxita, a maior refinaria de alumina do planeta e 44% da produção nacional de alumínio. O fato é que a produção de alumínio na Amazônia, que para muitos era considerada um sonho na década de 1970, tornou-se uma realidade e, direta ou indiretamente, faz parte do dia a dia de milhares de pessoas que dela obtêm emprego, renda e perspectivas de uma vida mais próspera.
A história do alumínio na Amazônia é marcada pela superação de obstáculos e pelo enfrentamento de um desafio em especial: produzir esse metal de forma economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente responsável. Este é um desafio contínuo da indústria mineral presente na região, que demonstra o seu comprometimento com um ciclo sustentável para o alumínio por meio de investimentos em programas de preservação ambiental, responsabilidade social, desenvolvimento de fornecedores locais, entre outros benefícios às comunidades que circundam os projetos.
Para recompor a vegetação, as companhias desenvolvem programas de plantio em que espécies nativas da região são cultivadas em viveiros e depois reintroduzidas na área em recuperação. Por meio da criação de sistemas agroflorestais frutíferos, garante-se a conservação das florestas e o desenvolvimento econômico das comunidades. Os cuidados também são grandes para áreas destinadas ao depósito de resíduos sólidos visando à conservação de mananciais. Nas refinarias de alumina, programas de monitoramento de efluentes conservam recursos hídricos, assim como programas de monitoramento de emissões atmosféricas preservam a qualidade do ar. No campo social e cultural, as indústrias de alumínio desenvolvem programas de reciclagem, agricultura familiar, entre outros meios de promoção da sustentabilidade.
A história do alumínio na Amazônia demonstra que é possível estabelecer práticas sustentáveis ao se construir canais de diálogo e cooperação com as comunidades envolvidas nos projetos. E em ano de crise mundial, ainda mais diálogo e cooperação serão necessários para vencer os desafios da desaceleração econômica. É hora também de vencer questões estruturais como a morosidade no licenciamento ambiental e o déficit energético na região que, uma vez vencidos, ampliarão os caminhos do alumínio na Amazônia. Mas, para que isso se torne realidade, é preciso que as autoridades se mobilizem, não só nesse período turbulento, como também em fases de evolução. |