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Mercado otimista
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edição 19 |
| Os setores envolvidos demonstram confiança no plano. Mas os resultados na economia deverão ser sentidos a partir de 2010. |
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Por João André de Moraes
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Ainda existem dúvidas sobre alguns aspectos do Programa "Minha Casa, Minha Vida", mas várias certezas. Uma delas é que o plano vai reativar alguns dos principais segmentos da economia e deixar ainda mais distante do país a sobra da crise financeira internacional. Logicamente, boa parte dos benefícios previstos só estará realmente fazendo efeito nos próximos anos, como lembra o gerente de Vendas e Construção Civil da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), José Carlos Garcia Noronha: "Imagino um impacto somente em 2010 por uma série de fatores que precisam ser resolvidos, como as negociações com prefeituras e a compra de terrenos".
Segundo Noronha, as soluções oferecidas pela indústria do alumínio para a construção de unidades começam com as fôrmas metálicas, que reduzem o tempo e o custo no canteiro de obras. "Além de esquadrias, telhas, aquecedores de água e inúmeros acessórios, como oxes e fechaduras", acrescenta. Hoje, a CBA participa de grupos de estudos sobre o tema e desenvolve trabalhos com escritório de arquitetura na busca de soluções para o setor.
O presidente do Sindicato da Indústria de Artefatos de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Simfesp), Denis Perez Martins, considera o plano muito bom, mas deve ser transformado em realidade para de fato beneficiar a cadeia do alumínio. Em sua opinião, o pacote favorecerá em razão do maior consumo de metais sanitários (torneiras), fechaduras e dobradiças populares. O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, Cláudio Conz, considera o plano bastante simples, sem burocracias, facilitando ainda mais o acesso da população à casa própria. "Faço parte do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), que se reúne uma vez por mês em Brasília para discutir os problemas do setor e estudar medidas", explica. "Desde janeiro vínhamos apresentando as principais dificuldades dos lojistas de materiais de construção, e o programa 'Minha Casa, Minha Vida' foi o resultado de muitas análises e conversas; veio na hora certa para incentivar o stor."
Para dar ideia do impacto esperado, Conz revela que, logo após o anúncio da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), as lojas de materiais de construção passaram a registrar alta nas vendas. "Mesmo em um mês com só 16 dias úteis, que foi abril, o varejo contou com aumento de 25% nas vendas dos produtos com imposto desonerado." Conz destaca, também, que o varejo de material de construção manteve o mesmo número de pessoal empregado desde o ano passado, apesar da crise. "A nossa perspectiva é de abrir 100 mil novas vagas até o fim do ano", estima.
O presidente-executivo da Associação Nacional dos Fabricantes de Esquadrias de Alumínio, Roberto Papaiz,encara como certa a viabilidade de participação das esquadrias de alumínio nas construções do plano. Ele lembra que as indústrias qualificadas pelo Programa Setorial da Qualidade (PSQ), vinculado ao PBQP-H, estão tecnicamente aptas e têm capacidade instalada para fornecer ao segmento de obras voltadas para a faixa acima de três salários mínimos. "Agora, elas se preparam para o desenvolvimento De linhas de produtos adequadas em custos e em conformidade com as normas técnicas, para atender às moradias populares", informa.
A consultora técnica da Afeal, Fabíola Rago Beltrane, acrescenta que o PSQ, por meio de sua qualificação, consegue garantir o desempenho das esquadrias em relação à resistência a infiltração de água e ar, deformações e acidentes com fortes rajadas de vento. "As empresas atendem às recomendações da NBR 10821, o que confirma a qualidade do produto", afirma. E se mostra preocupada com a possibilidade de as fornecedoras não serem qualificadas. "Essa exigência tem de existir, pois há fabricantes preparados para atender todos os pontos do país", finaliza.
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