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Descartáveis crescem
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edição 19 |
| Os bons resultados obtidos em 2008 impulsionam novos investimentos do setor |
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Por João André de Moraes
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A crise internacional serviu apenas para dar um susto nas indústrias de embalagem descartáveis de alumínio. Apesar de o setor ter ficado abaixo da meta estabelecida, a performance alcançada se mostrou muito positiva no ano passado. A KenPack, por exemplo, fechou 2008 com um crescimento nominal de 8% graças ao segmento de embalagens flexíveis, que contou com uma elevação de 16%, segundo informações do executivo de negócios da empresa, Laerte Plácido. "A crise afetou a confiança de nossos clientes em relação à reposição de estoque para o final do último trimestre, que nesse segmento tem uma representatividade significativa em razão das quedas de final de ano", explica. Segundo ele, o que aconteceu foi uma prudência muito grande por parte da clientela, que trabalhou basicamente com sellout de 2007, além do planejamento de compras feito no último trimestre do ano passado. Tal quadro, no entanto, não afetou a confiança de Plácido; suas estimativas apontam para aumento de 12% em todos os segmentos atendidos. Um dos motivos dessa certeza é o retorno da KenPack ao mercado de bandejas redondas e retangulares para food service e o desenvolvimento de novos produtos para o varejo com a marca Kentinha .
A Wyda Embalagens também registrou números positivos, em 2008, com um crescimento de 10% nas vendas. O sócio-diretor da empresa, Roberto Carvalho, afirma que o segmento suportou bem as turbulências da economia. "As pessoas cortam muitas coisas do orçamento, mas não alimentação", ressalta. Diante desse resultado, a Wyda trabalha com a meta de repetir, em 2009, o mesmo desempenho alcançado no ano passado.
Tal crescimento tem sido calcado no lançamento de produtos, segundo Na culinária, a presença do alumínio é renovada com constantes lançamentos, mantendo os negócios aquecidos A Wyda oferece produtos para consumidores de todas as classes sociais Carvalho. A empresa, que consome cerca de 500 toneladas de alumínio por mês, lançou baixelas, assadeiras, rolos especiais com espessuras maiores e os já conhecidos protetores de fogão. "Hoje, a Wyda é a única marca que conta com produtos dirigidos aos consumidores de todas as classes sociais." Ele aponta as baixelas como o melhor exemplo, pois podem levar massas e carnes diretamente para a mesa, sem precisar trocar de recipiente.
A empresa conta com unidades fabris em Sorocaba (SP), Três Lagoas (MS) e Recife (PE), estando as duas últimas em processo de ampliação. O grupo possui, ainda, uma representação na China e a Okra Embalagens Flexíveis, em Sorocaba, que atua no segmento de selos para copos e blísteres para a indústria farmacêutica. Essa planta também deverá receber investimentos para aumento da produção. Com 40% de market share, a Wyda focará parte de seus esforços em atender o mercado externo com uma linha especial - hoje destinada a clientes na Itália e Espanha. Também está em pauta a diversificação de embalagens para atingir um maior número de consumidores, principalmente da classe A.
Plácido, da KenPack, critica a atuação de alumínios oriundos de outros países, como Venezuela e China, que possuem espessura inferior ao adotado pelas empresas brasileiras, mas que acabam tendo grande aceitação por oferecerem condições comerciais mais competitivas. "O consumidor busca produtos com qualidade e preço baixo, e uma bandeja mais resistente pode se tornar reutilizável dependendo da aplicação empregada", avalia. Ele também aponta para a necessidade urgente de maior profissionalização por parte das empresas de transformação. "Vários pontos ainda precisam ser trabalhados, especialmente marca, produto, gôndola, visão estratégica, investimento em comunicação e treinamento", alerta.
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