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Em busca do aperfeiçoamento
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edição 19 |
| Empresas da Abal criam o primeiro comitê para fortalecer e modernizar o setor |
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Por Rodrigo Rodrigues
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Quase 50 anos após o surgimento das tecnologias de extrusão, anodização e acabamento do alumínio no Brasil, finalmente o país ganha um grupo de trabalho próprio para cuidar dos assuntos relacionados a esse mercado tão promissor. Por iniciativa da Abal, sete empresas integram o primeiro "Comitê Técnico de Tratamento de superfície" da entidade. A ideia inicial do grupo é "fortalecer a imagem do mercado de tratamento de superfície do alumínio e implementar alguns processos únicos de acabamento, que respeitem as regras ambientais", explica o coordenador do grupo, João Graciolli Guimarães, que também é responsável pelo Departamento de Extrusão e Anodização da Companhia Brasileira do Alumínio (CBA), do Grupo Votorantim.
Desde quando chegaram ao Brasil, em meados dos anos 60, as técnicas de anodização carecem de uma padronização efetiva. O processo é importantíssimo para o resultado final do produto originário do alumínio. É por meio dessa técnica que o metal adquire a camada de óxido de alumínio que diminui a possibilidade de oxidação do produto, aumentando a resistência e dando maior durabilidade ao acabamento e à estética final.
"Conhecer o mercado ajudaria, não só nos negócios, mas também na modernização do setor", explica Adeval Antônio Meneghesso, diretor superintendente da Italtecno e presidente do comitê. Para ele, congregar os produtores de acabamento de alumínio gerará estatísticas de mercado que permitirão investir em pesquisa. "Assim, aumentaremos a qualidade do produto pela aplicação e o metal será cada vez mais cotado, agregando valor a si e a seus compostos", finaliza.
Novas possibilidades
Os encontros geraram um programa de avaliação da qualidade do alumínio anodizado e um conjunto de regras de produção, que recebiam um selo de conformidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). Como essa foi uma certificação voluntária do setor, há dois anos o Inmetro decidiu rever as regras e, a partir de agora, é responsabilidade do novo comitê da Abal o alinhamento dessas normas de tratamento de superfícies junto ao instituto.
A entrada em vigor do novo selo de qualidade do Inmetro deve acontecer até o final do ano, quando as empresas iniciarão os processos de adequação nas fábricas. a nova certificação garantirá que diretrizes ambientais, de qualidade e de durabilidade estejam em vigor nas empresas de tratamento de superfície do alumínio. "Esse selo vai agregar muito valor para o setor. Até agora tínhamos apenas informações e regras no mercado de alumínio extrudado, sem a certificação do acabamento", lembra João Graciolli.
Junto com a normatização, a divulgação de tecnologias também é a aposta do comitê para gerar novos negócios ao segmento. Técnicas inovadoras desenvolvidas na itália ampliarão o leque de cores utilizadas nas superfícies anodizadas. a entrada dessa tecnologia no mercado brasileiro deve aumentar a oferta de produtos, principalmente no segmento de móveis e decoração, que exigem maior requinte, beleza e criatividade do fabricante. "O papel do comitê também é disseminar conhecimentos para os associados, vislumbrando novos negócios e técnicas de tratamento do meio ambiente."
A Surtec do Brasil, fornecedora de compostos químicos para o tratamento de superfícies, aposta na expansão desse nicho a partir do segundo semestre. desde outubro do ano passado, auge da crise financeira mundial, a empresa viu o volume de encomendas cair quase 30%. Mesmo assim, a Surtec fechou 2008 com faturamento recorde, de 25% acima do registrado em 2007. "Nós temos, agora, um coordenador que cuida exclusivamente dos produtos destinados ao alumínio e estamos iniciando a divulgação dos nossos catálogos para o setor", revela Roberto Motta Sillos, gerente de negócios da Surtec. Mesmo assim, é precavido: "Houve uma melhora em março por conta das reduções de tributos e incentivos por parte do governo federal, mas o movimento ainda é pequeno", pondera.
Fernando Villalba, consultor da adexa, empresa de fornecimento de produtos químicos e equipamentos de acabamento de superfície do alumínio, aposta na tecnologia de eletrocoloração por interferência. "Ela disponibilizará novas cores para o mercado de construção civil, com todas as garantias de resistência à luz", afirma. "Apesar do receio de fazer investimentos, os empresários sabem que aqueles que tiverem mais tecnologia terão melhores condições de concorrer em um mercado contraído", aposta Villalba.
Colaborou Gustavo Zucchi
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