Casa tem que despertar amor


edição 19
Os novos projetos habitacionais precisam oferecer conforto, qualidade e respeitar o meio ambiente
Por João Abukater
Uma casa deve ser elaborada para ser definitiva para as pessoas. Tem que despertar uma relação de amor, ou seja, quem mora ali tem que gostar, se sentir bem naquele espaço. Senão, como manter a unidade familiar? A política habitacional no Estado de São Paulo é antiga, desde o governo Franco Montoro. Nesses anos, ela veio evoluindo até chegar ao atual padrão.

Os modelos desenvolvidos ao longo desses anos pela CDHU visam esse objetivo. A receita atual parte das principais necessidades cotidianas das famílias, somada à experiência da equipe - que tem uma história de 400 mil unidades construídas para pessoas que ganham de um a três salários mínimos - e à busca de soluções que unam qualidade, preço e proteção ao meio ambiente.

Há mais de 60 mil unidades em construção, metade delas com três dormitórios, espalhadas por todo o Estado, e centenas de canteiros de obras. Agora, cada empreendimento terá uma Casa- Modelo. Para a elaboração desses projetos, e das Casas-Modelo que servirão de referência para a população, fo feito um trabalho científico que  identificou, entre outras questões, oproblema da morbidade por doenças transmitidas entre os membros da família que vive em espaços reduzidos; e o fato de muitas crianças acabarem desistindo da escola por falta de um lugar minimamente adequado para estudar. A partir daí, as casas projetadas terão metragem entre 44 m2 e 58 m2 e pédireito ampliado para 2,6 metros.

A escolha do alumínio para participar da empreitada vem ao encontro da busca pela qualidade e a preocupação com a preservação dos recursos naturais. Todas as casas terão, por exemplo, aquecedores solares, esquadrias, portas e batentes de alumínio. Em uma megalicitação, feita via pregão eletrônico, a CDHU adquiriu recentemente, com significativa redução de custos, aproximadamente 150 mil caixilhos do metal para as obras. Essas e outras medidas adotadas, como outro pregão para colocar estrutura metálica em todos os telhados, nos pouparão de usar 68 mil árvores de reflorestamento e perto de 100 mil nativas. Isso sem falar na economia de energia elétrica, e nela o alumínio é fundamental, já que todas as casas, sem exceção, vêm com aquecedores solares.

Nossos projetos de Casas-Modelo são baseados ainda, em condições de acessibilidade e agora também no desenho universal - uma evolução que, cada vez mais, aproxima o compromisso de oferecer casa à população de baixa renda, nesse caso, entre um e três salários mínimos, com todo o respeito que ela merece.
 
- Editorial
- Notas
- Aqui tem alumínio
- Reciclamos tudo (e mais um pouco)








 
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