Quais são as perspectivas para o alumínio no setor automotivo e de transportes? Boas, sem dúvida! A agenda de lançamentos das montadoras para 2010 comprova: Volkswagen, Ford, GM, Peugeot, Toyota, Kia Motors, BMW, Mercedes, entre outros, antecipam seus novos modelos ao mercado e o metal está presente em motores e uma infinidade de peças, além de acessórios como rodas e pedais. Uma arrancada que promete acelerar o setor mais do que o esperado no começo do ano. "O Brasil, como poucos países, deu a volta por cima da crise mundial. Nós ainda somos um país com muito espaço para crescer no mercado interno de veículos automotores, pois ainda temos uma média de 7 habitantes/veículo, enquanto no México e na Argentina, a relação é de 5/1. Em cinco anos, teremos alcançado um patamar similar a esses países e é sempre bom lembrar que vence quem cria, quem inova. Nos anos 80, quando todo mundo achava que a década estava perdida para a indústria automotiva, a GM do Brasil lançou o Monza e posteriormente o Kadett - ambos no conceito do carro mundial e, já naquela época, utilizando cabeçote do motor e a carcaça da transmissão em alumínio. Foi um grande sucesso", afirma o consultor André Beer, que durante 27 anos esteve à frente das decisões da GM do Brasil e é o nosso entrevistado. Nesta penúltima edição do ano, mostramos que, graças ao investimento em pesquisa desenvolvimento de tecnologias, as oportunidades para o alumínio crescem e abrem espaço para sua aplicação em diversas áreas, como arquitetura, decoração, robótica e bens de consumo, só para começar. Igualmente importante para a indústria, entretanto, é a sua participação nas questões ligadas ao meio ambiente e à sustentabilidade. Por exemplo, no uso da energia solar como forma de preservação dos recursos naturais e redução de gasto energético, cuja presença do metal é essencial. Uma das discussões mais atuais no mundo, presente na pauta dos governos Obama e Lula. Os Editores |