"O alumínio contribui para reduzir a emissão de CO2?"


Edição 20
Sim. Sua presença nos veículos de transporte diminui o peso e o consumo de combustível

Provém do escapamento dos veículos 19% do dióxido de carbono (CO2), lançados na atmosfera da Terra. Essencial para a vida do planeta, em quantidades excessivas, entretanto, essa substância, conhecida também como gás carbônico, tem impactos negativos na qualidade do meio ambiente. Para reduzir a quantidade de CO2 proveniente de veículos, é necessário reduzir o montante de combustível consumido por eles. Algo atualmente possível por meio de quatro alternativas: diminuição do peso de carros, caminhões e ônibus, melhorias na tecnologia dos motores, utilização mais intensa de motores diese e aperfeiçoamento da aerodinâmica.

A primeira, redução do peso dos veículos, é atualmente a mais promissora. "Cada 10% a menos de peso representa aumento de 5,5% em eficiência no uso de combustível", destaca Ayrton Filleti, coordenador do Comitê de Transportes da Abal. "E cada 1 kg de redução do peso diminuirá 20 kg de emissão de CO2 durante a vida do veiculo, estimada em aproximadamente 160 mil km", acrescenta Filleti.

Materiais menos densos permitem produzir veículos mais leves. Entre esses materiais, destaca-se o alumínio, que, embora capaz de manter as mesmas características de resistência, tem densidade bem menor em relação ao aço, entre outras matérias-primas. Enquanto o alumínio tem densidade média de 2,7 g/cm3, nos materiais ferrosos esse valor sobe para 7,8 g/cm3. Além disso, o alumínio é material infinitamente reciclável, e essa capacidade de reaproveitamento também significa economia de energia (e, consequentemente, redução na emissão de CO2). Atualmente, 90% do alumínio utilizado em automóveis vêm de fontes recicláveis.

Aliando essas vantagens a características físicas e químicas também favoráveis, o alumínio é utilizado em escala crescente na produção dos vários gêneros de equipamentos de transporte, como automóveis, caminhões, ônibus e motocicletas. Essa utilização começou nos segmentos de autopeças, rodas e elementos interiores, mas cada vez mais chega até à carroceria e aos elementos estruturais. Nos últimos  dez anos, subiu de 3% para 8% a participação do alumínio na composição de um veículo médio. No Brasil, o chamado Selo Verde - previsto para ser lançado brevemente pelo governo e pela indústria automobilística, para indicar o consumo de cada veículo -, deve favorecer ainda mais a utilização desse material. "A utilização de materiais leves, especialmente o alumínio, é fator determinante para atingir as metas de redução na emissão de CO2, e o uso desse metal na produção de veículos deverá crescer, no Brasil e em todo o mundo", conclui.

 
- Alçando voos
- Presença nas universidades
- Reciclamos tudo (e mais um pouco)
- Editorial








 
 + EXPEDIENTE