A conservação dos medicamentos implica no sucesso de um tratamento. Um remédio que sofre exposições impróprias, por exemplo, à luz ou ao calor, pode se tornar prejudicial para o organismo, perder a função e, em certos casos, até acarretar efeitos colaterais letais. Pensando em todas as hipóteses, a indústria farmacêutica busca incessantemente matérias-primas que ofereçam confiabilidade, inviolabilidade, flexibilidade e baixo custo para a confecção das embalagens. Conforme explica Fábio Caveiro, coordenador do Grupo Setorial de Folhas da Associação Brasileira do Alumínio, o alumínio agrega características fundamentais para a conservação e a proteção dos medicamentos e é empregado em vários tipos de embalagens, como cartelas, blisters e tubos de pomadas. É um metal que se destaca por possuir, entre outras propriedades, a flexibilidade, impermeabilidade, resistência à corrosão e facilidade de impressão. Tantos atributos fizeram com que a indústria farmacêutica optasse pelo material na fabricação de embalagens e investisse em pesquisas para o desenvolvimento de novos tipos de cartelas, como a alu-alu, totalmente feita com alumínio. "A expansão desse mercado sempre visa a sustentabilidade. Sendo assim, as perspectivas são muito favoráveis", afirma Caveiro. As embalagens fracionadas representam, hoje, uma economia tanto para os consumidores como para as empresas, o que as possibilita investir mais na reciclagem desses produtos. "Há de se investir cada vez mais, desde a fabricação até o pós-uso desse material para uma melhora nos setores de embalagem e reciclagem", conclui. |