A participação de empresas brasileiras na exportação de peças para a fabricação de trens e metrôs está cada vez maior. A Companhia Brasileira de Alumínio da Votorantim Metais (CBA) se tornou fornecedora mundial de chapas, perfis e outros insumos fabricados com o metal, para a empresa americana Alstom, que desenvolve projetos nas áreas de transporte ferroviário e geração de energia. Segundo Jorge Rafael da Silva Júnior, engenheiro de vendas da CBA da Votorantim Metais, o alumínio brasileiro deve encontrar cada vez mais espaço no cenário internacional. "A metade de todo o alumínio utilizado no metrô de Nova York, por exemplo, foi produzida no Brasil pela CBA", conta. Além de peças e outros componentes, chapas, dutos para ar-condicionados e perfis foram empregados na construção dos vagões. A obra teve início em 2004, e estima-se que até a conclusão, em 2009, foram utilizadas cerca de 150 toneladas do metal. O investimento em alumínio girou em torno de R$ 2 milhões. "Nosso papel era garantir todo suprimento do material para essa cadeia de produção", comenta o engenheiro. O metrô de Nova York foi uma das obras no setor de transportes internacionais que mais utilizou o metal brasileiro, e as empresas fornecedoras esperam crescimento da demanda. "Os fabricantes estão trabalhando com alta tecnologia e, com isso, consequentemente, a aplicação do alumínio nos vagões tem aumentado, confirmando a tendência do uso do metal em âmbito internacional", explica. Já a espanhola Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF), além de desenvolver projetos internacionais, construirá o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Brasília. Para a realização dessa obra, a CBA da Votorantim Metais também fornecerá todo o material entre componentes, dutos de ar-condicionado, chapas e perfis, e até o teto do vagão, o que é uma inovação para o país. A utilização do material nesse tipo de transporte por aqui ainda é muito pequena. É lamentável, pois o brasileiro, por uma questão cultural, ainda pensa que o aço inox é melhor que o alumínio, justifica Júnior, da CBA. |