Um projeto internacional de pesquisa quer tornar a produção de hidrogênio verde mais barata, eficiente e sustentável.
O hidrogênio verde é produzido a partir da separação da água em hidrogênio e oxigênio usando eletricidade de fontes renováveis, como solar e eólica. Essa tecnologia pode ajudar a reduzir as emissões de carbono em setores como indústria pesada e transporte.
A proposta tem o apoio da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e é liderada pelo instituto alemão Fraunhofer, referência mundial em pesquisa aplicada. A iniciativa também conta com aprovação da rede internacional Collective Research Network (Cornet), que conecta empresas, associações e centros de pesquisa para desenvolver soluções industriais inovadoras.
O objetivo da iniciativa, chamada Novel Bipolar Plate for PEM-Electrolysers Aluminum Based, é substituir o titânio pelo alumínio em peças importantes dos eletrolisadores, equipamentos usados nesse processo de produção.
Atualmente, os eletrolisadores utilizam titânio, um metal resistente, mas caro. O projeto investiga se o alumínio pode cumprir a mesma função com vantagens importantes: o material é mais abundante, leve, reciclável e tem custo menor.
“Estamos diante de uma oportunidade única de posicionar o alumínio brasileiro como insumo estratégico para a economia do hidrogênio verde. Esse projeto reúne o que há de mais avançado em pesquisa industrial no Brasil e na Alemanha, com potencial real de tornar os eletrolisadores mais acessíveis e sustentáveis. Para a ABAL, apoiar essa iniciativa é reafirmar o papel do alumínio na construção de um futuro de baixo carbono”, afirma Denise Veiga, gerente da Área Técnica da ABAL.
No Brasil, também participam da iniciativa o Instituto Senai de Inovação (ISI); o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), unidade Embrapii; e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), além de outros parceiros industriais, institucionais e de pesquisa.
Foto: Divulgação ABAL




