O Brasil tem se consolidado como voz relevante na definição de normas técnicas internacionais na International Organization for Standardization (ISO) para minérios de alumínio (bauxita), matéria-prima utilizada na produção do alumínio.
A representação do País ocorre por meio do Comitê Brasileiro do Alumínio (ABNT/CB-035) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), cuja gestão é de responsabilidade da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). A atuação do comitê, que reúne especialistas e empresas do setor do alumínio, permite ao País influenciar diretamente a elaboração de normas que orientam a extração e caracterização da bauxita, impactando sua comercialização.
Especialistas indicados pela ABAL lideram a elaboração de projetos de norma estratégicos, contribuindo diretamente para a definição de metodologias importantes, entre elas a que define como coletar amostras que representem corretamente um lote e a que estabelece como essas amostras devem ser preparadas. Juntas, elas garantem resultados mais confiáveis na caracterização da bauxita, etapa fundamental para sua utilização na indústria e definição de acordos comerciais.
As propostas já foram avaliadas por especialistas de diversos países em consulta internacional organizada pela própria ISO. Agora, seguem para a etapa final de revisão e editoração e nova rodada de avaliação internacional, com previsão de publicação até 2027. É a primeira vez que uma norma da indústria do alumínio, desenvolvida no Brasil, vai se tornar padrão global.
De acordo com a ABAL, os posicionamentos brasileiros se destacam pela consistência técnica, resultado de debates qualificados na Comissão de Estudo de Minérios de Alumínio do ABNT/CB-035.
“A participação do Brasil na construção dessas normas é fundamental para garantir que os padrões internacionais sejam, de fato, técnicos e aplicáveis à realidade da indústria nacional. A bauxita brasileira possui diferenciais que permitem o aumento da produtividade em etapas subsequentes do processo e esses diferenciais não podem ser desconsiderados em decorrência de padrões normativos pouco representativos”, destaca Denise Veiga, gerente da Área Técnica da ABAL e gestora do ABNT/CB-035.
A atuação também reforça o posicionamento do Brasil como referência técnica no setor, ampliando sua influência em fóruns internacionais e contribuindo para o desenvolvimento de padrões mais consistentes para a indústria do alumínio.
Foto: Divulgação ABAL




