No último dia 7 de outubro, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) participou de um importante debate sobre a conciliação entre regulamentações ambientais e o desenvolvimento do comércio internacional na Trade and Environment Week, realizada na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça.
O evento, que reuniu especialistas de diversos países, teve como propósito encontrar maneiras de aprimorar as atuais políticas ambientais, assegurando que a busca de um comércio sustentável não cause obstáculos comerciais injustos e excludentes que possam prejudicar o desenvolvimento sustentável em escala global.

Durante o encontro, Roberta Versiani, gerente de Relações Governamentais da ABAL, defendeu a necessidade de considerar as características específicas de cada nação ao estabelecer políticas ambientais. Roberta citou o exemplo do Brasil, que se destaca pelo uso de energia limpa e renovável na produção de alumínio, o que contribui para baixas emissões de carbono. A executiva também afirmou que a ABAL tem pleno conhecimento dos objetivos do Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) e reconhece sua importância para a promoção de práticas sustentáveis no comércio internacional.
“A ABAL apoia a ideia do CBAM, e nós entendemos por que o mundo todo quer reduzir suas emissões. É preciso garantir que uma isonomia entre o produto nacional e o importado seja levado em conta. Então, não há dúvidas de que a iniciativa ambiental e o comércio justo caminham juntos”, disse Roberta na ocasião.
O CBAM, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026, é uma medida de taxação sobre produtos importados pela União Europeia com o objetivo de igualar o preço do carbono ao praticado no bloco. Atualmente, o mecanismo se encontra em fase de transição, com previsão de término em 31 de dezembro de 2025.
Fotos: Divulgação ABAL




