No dia 26 de setembro, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e a Hydro, empresa global de alumínio e energia renovável, participaram do 4º Estadão Summit ESG, cujo tema versou sobre o “Desafio 2030: todos unidos pelos objetivos de desenvolvimento sustentável”.
Com o propósito de debater a importância da agenda socioambiental para um futuro mais sustentável e equitativo, o encontro reuniu autoridades, especialistas, empresários e jornalistas.

A presidente-executiva da ABAL, Janaina Donas, participou do painel “Desafios da transição energética para operar na Amazônia”, no qual abordou as principais iniciativas da indústria do alumínio em prol da redução das emissões de gases de efeito estufa na cadeia produtiva.
“O alumínio brasileiro tem uma intensidade carbônica 3,3 vezes menor que a média mundial e isso se deve ao fato de sermos uma indústria com diversas vias de descarbonização, como o uso de uma matriz energética limpa e renovável, a promoção de circularidade, o gerenciamento de resíduos e um forte trabalho no setor de reciclagem”, explicou.
Janaina aproveitou a temática da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá no Pará em 2025, para defender a união entre as pautas climáticas e o desenvolvimento econômico e social. Para ela, a economia circular, com foco na descarbonização, é essencial nesse processo. Citou como exemplo o sucesso do Brasil na reciclagem de alumínio – cerca de 95% das latas de alumínio foram recicladas nos últimos quinze anos, graças a investimentos do setor. Essa conquista, segundo ela, coloca o País como referência mundial em reaproveitamento do material.
No mesmo painel, com a moderação do jornalista Eduardo Geraque, participaram Paulo Pedrosa, presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), e Rodolfo Zamian Danilow, consultor-sênior de Relações Governamentais da Hydro, que apresentou as ações da empresa voltadas para a descarbonização.
“A Amazônia enfrenta desafios de infraestrutura, e a Hydro faz parte desse desenvolvimento com foco na transição energética. O gás natural, por exemplo, é um recurso estratégico tanto para a empresa como para a região. Nossa operação na Alunorte foi uma âncora importante para viabilizar esse projeto, abrindo portas para outras empresas se estabelecerem na Amazônia e promoverem desenvolvimento econômico alinhado a esses princípios”, afirmou.
Já o painel “Brasil como palco da COP 30: o que as empresas têm a mostrar?”, moderado pela jornalista Karla Spotono, contou com a participação de Carlos Neves, vice-presidente/COO da Hydro Bauxita & Alumina, que dividiu o palco com Carlos Nobre, cientista colaborador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e copresidente do Painel Científico para a Amazônia; Renata Potenza, especialista em Clima do Imaflora; e Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
“A Hydro segue demonstrando seu compromisso com a redução das emissões de CO2 de suas operações. Temos um plano em andamento, que não está só no discurso. A COP 30 será uma vitrine para apresentarmos nosso trabalho e provar que é possível operar na Amazônia com responsabilidade e compromisso”, frisou Neves.
Na ocasião, Nelia Lapa, vice-presidente de Pessoas, Comunicação, Saúde e Segurança do Trabalho da Hydro Bauxita & Alumina, conduziu o videocast “Liderança feminina, diversidade, inclusão e pertencimento”, abordando os desafios e as oportunidades para construir um ambiente corporativo mais inclusivo e diverso.
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