O Acelerador de Transição Industrial (ITA), em colaboração com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do Brasil, selecionou no início de maio sete novos projetos industriais limpos para apoio, incluindo iniciativas da Alcoa e da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).
O programa faz parte de uma parceria anunciada em julho de 2024 entre o ITA e o MDIC, tornando o Brasil o primeiro país a participar da iniciativa. Essa última leva de projetos aprovados representa um investimento coletivo superior a US$ 7,5 bilhões. Atualmente, o portfólio do ITA no Brasil inclui onze projetos, com potencial de investimento total de US$ 17,5 bilhões em território nacional.
No setor de alumínio, os projetos selecionados representam iniciativas ambiciosas para alcançar uma produção com emissões próximas de zero. Embora a média de emissões do alumínio brasileiro (4,2 t de CO2 por t) já seja consideravelmente inferior à média global (14,8 t de CO2 por t), devido ao uso predominante de hidroeletricidade renovável na fundição, os projetos escolhidos buscam ir além para reduzir ainda mais esses índices.
O projeto da Alcoa, por exemplo, concentra-se em uma das principais fontes de emissões remanescentes na cadeia de valor do alumínio brasileiro: a geração de calor para o refino de alumina. A ideia é eletrificar as caldeiras da sua unidade Alumar, em São Luís (MA), que tem o potencial de reduzir as emissões da refinaria para apenas 0,6 tCO2/t de alumínio.
A CBA está focada em neutralizar a segunda grande fonte de emissões na cadeia produtiva do alumínio no Brasil: aquelas originadas no processo de fundição. Para isso, aposta em uma tecnologia inovadora de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS), que se encontra em fase de pesquisa e desenvolvimento. A meta final da CBA é implementar essa solução em larga escala na sua unidade de fundição de 0,43 Mtpa, na cidade de Alumínio (SP), buscando reduzir as emissões de seu alumínio a um patamar inferior a 2 t CO2/t.
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