No final de junho, a Alcoa Corporation, em parceria com a Rio Tinto, anunciou um novo avanço na tecnologia Elysis, com planos para a primeira demonstração em escala industrial dessa inovação.
A Rio Tinto desenvolverá um projeto de demonstração em Arvida, Quebec, Canadá, utilizando dez cubas de fundição Elysis com capacidade de 100 kA (kiloamperes), similar às encontradas em fundições comerciais de menor porte.
A Alcoa garantiu o direito de adquirir até 40% do alumínio produzido na planta de demonstração de Arvida, possibilitando que seus clientes se beneficiem do processo eletrolítico livre de carbono da Elysis desde o início de seu desenvolvimento. A previsão para o início da produção é 2027.
Visando a apoiar a demonstração em escala industrial, a Alcoa produzirá os ânodos e cátodos da tecnologia Elysis em seu Centro Técnico, incluindo a instalação e operação de novos equipamentos. A empresa espera que os aprendizados obtidos nessa fase contribuam para o desenvolvimento futuro da Elysis. O alumínio produzido por meio desse processo fortalecerá ainda mais a linha de produtos de baixo carbono da Alcoa, como a Sustana.
A tecnologia Elysis elimina todas as emissões de gases de efeito estufa do processo tradicional de fundição de alumínio e ainda gera oxigênio como subproduto. Fundada em 2018, a Elysis é uma joint-venture entre a Alcoa e a Rio Tinto para o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora, inicialmente criada no Centro Técnico da Alcoa, nos arredores de Pittsburgh (EUA).
De acordo com William F. (Bill) Oplinger, presidente e CEO da Alcoa Corporation, desde a invenção do processo de fundição de alumínio em 1886, a Alcoa continua a criar tecnologias transformadoras para melhorar ainda mais a indústria.
“Estamos orgulhosos de levar a tecnologia inicialmente desenvolvida em nosso centro técnico para a próxima fase dentro da parceria Elysis. O alumínio desempenha um papel fundamental na transição energética e nos esforços de descarbonização do mundo. Com a tecnologia Elysis, a fundição desse metal importante também pode ser feita sem emissões diretas de carbono”, afirma o dirigente.
Foto: Divulgação Rio Tinto




