Mesmo com a queda nos preços da alumina e do alumínio e o aumento das tarifas sobre importações de alumínio nos Estados Unidos (EUA), a Alcoa Corporation registrou lucro líquido de 164 milhões de dólares no segundo trimestre de 2025. Embora o valor represente uma leve redução em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o lucro foi de 204 milhões de dólares, ainda é significativamente superior à soma do mesmo período de 2024, de apenas 20 milhões de dólares. Os números foram divulgados no dia 16 de julho.
Segundo o relatório da empresa, a produção de alumina manteve-se estável em 2,4 milhões de t. Já no segmento de alumínio, houve alta de 1% na produção, totalizando 572 mil t — resultado atribuído ao avanço na retomada das operações da fundição da Alumar, em São Luís (MA). As remessas também apresentaram crescimento: 4% tanto para alumina como para alumínio, impulsionadas pelo calendário de embarques e maior atividade comercial.
No que diz respeito à receita, a Alcoa alcançou 3,02 bilhões de dólares com vendas para terceiros no segundo trimestre de 2025, uma queda de 10% em comparação aos 3,37 bilhões de dólares registrados no trimestre anterior. Ainda assim, o valor é superior ao do segundo trimestre de 2024, quando a receita foi de 2,91 bilhões de dólares.
No segmento de alumínio, houve um crescimento de 3% na receita em relação ao trimestre anterior, resultado do aumento nas remessas e da valorização cambial. Já no setor de alumina, a receita caiu 28% na comparação com os três meses anteriores, devido à forte redução no preço médio de venda, mesmo com o aumento nas remessas.
Entre abril e junho, a Alcoa enfrentou aproximadamente 115 milhões de dólares em tarifas sobre alumínio importado do Canadá para os Estados Unidos, valor superior aos cerca de 50 milhões de dólares registrados no primeiro trimestre. As tarifas da Seção 232, que estavam em 25%, foram elevadas para 50% no início de junho. Mesmo com esse aumento nos custos, a empresa registrou um lucro líquido ajustado de 103 milhões de dólares no segundo trimestre.
Já no que concerne ao EBITDA ajustado, sem considerar os itens especiais, ficou em 313 milhões de dólares. Isso representa uma queda de 542 milhões de dólares em relação ao primeiro trimestre, reflexo direto da retração nos preços e do aumento dos custos tarifários.
A Alcoa encerrou o segundo trimestre com 1,5 bilhão de dólares em caixa. O fluxo de caixa livre foi de 357 milhões de dólares, resultado de 488 milhões de dólares gerados pelas operações. Por outro lado, a empresa investiu 132 milhões de dólares no período, principalmente com despesas de capital.
Ações estratégicas
A Alcoa apresentou, no relatório do trimestre, uma série de ações estratégicas e operacionais que impactaram os resultados. Entre elas, a retomada da reinicialização da fundição de San Ciprián, na Espanha, após a interrupção causada por um blecaute nacional; a venda de sua participação na joint venture com a Ma’aden por 1,35 bilhão de dólares, o que deve gerar um ganho de cerca de 780 milhões de dólares no terceiro trimestre; e uma decisão fiscal favorável na Austrália, que resultou no reembolso de 78 milhões de dólares já pagos. A empresa também continuou ajustando sua logística para reduzir os impactos das tarifas norte-americanas sobre o alumínio canadense e avançou nos processos de aprovação ambiental de suas minas na Austrália Ocidental, com abertura de consulta pública em andamento.
“No segundo trimestre de 2025, continuamos nossa execução incansável em objetivos-chave, que incluíram o progresso da venda de nossa participação na joint venture com a Ma’aden. Entregamos segurança, estabilidade e desempenho operacional no trimestre, apesar dos preços mais baixos de alumina e alumínio”, afirma William F. Oplinger, presidente e CEO da Alcoa.
Foto: Divulgação Alcoa




