A Alcoa Corporation fechou o terceiro trimestre de 2025 com o pé direito. A empresa registrou lucro líquido de US$ 232 milhões, bem acima dos US$ 90 milhões no mesmo período do ano passado, mantendo a receita estável em US$ 3 bilhões. O bom desempenho foi impulsionado por um ganho de US$ 786 milhões decorrente da venda de participação na joint venture com a Saudi Arabian Mining Company (Ma’aden). O lucro por ação da empresa subiu para US$ 0,88, ante US$ 0,62 no segundo trimestre e US$ 0,38 no mesmo período de 2024.
Apesar do bom desempenho, o lucro líquido ajustado — que exclui itens extraordinários — ficou negativo em US$ 6 milhões, revertendo o lucro de US$ 103 milhões do trimestre anterior e os US$ 135 milhões de um ano antes. O lucro ajustado por ação também apresentou leve prejuízo de US$ 0,02, enquanto o EBITDA ajustado, sem itens especiais, recuou para US$ 270 milhões, abaixo dos US$ 313 milhões do segundo trimestre e dos US$ 455 milhões de 2024. Ainda assim, a companhia destacou avanços na otimização de seu portfólio e maior estabilidade operacional.
Produção em alta
A Alcoa também alcançou recordes de produção em cinco de suas fundições de alumínio localizadas no Canadá, na Noruega, na Austrália e nos Estados Unidos. A produção de alumina aumentou 4% em relação ao trimestre anterior, chegando a 2,5 milhões de t, enquanto a de alumínio subiu 1%, totalizando 579 mil t. A empresa aponta ainda que segue fortalecida financeiramente, encerrando o período com US$ 1,5 bilhão em caixa e com a dívida líquida reduzida para US$ 1,1 bilhão.
Entre os principais avanços estratégicos, a Alcoa anunciou um novo contrato de longo prazo de energia para a fundição de Massena, em Nova York, que inclui um investimento de US$ 60 milhões em modernização. Outro destaque é o apoio dos governos dos Estados Unidos e da Austrália para o desenvolvimento de uma planta de gálio na refinaria de Wagerup, na Austrália Ocidental, reforçando o compromisso da companhia com tecnologias críticas e diversificação de portfólio.
Para o quarto trimestre, a Alcoa prevê melhor desempenho operacional, com redução de custos de manutenção e aumento nas remessas de alumina, apesar da expectativa de maiores tarifas sobre o alumínio canadense importado pelos Estados Unidos.
“Olhando para o quarto trimestre, vamos nos concentrar em segurança, estabilidade e melhoria contínua para aumentar a lucratividade geral, enquanto avançamos nas aprovações de minas na Austrália”, afirma William F. Oplinger, presidente e CEO da Alcoa.
Foto: Divulgação Alcoa




