A fabricante italiana de carros esportivos Ferrari apresentou oficialmente, em outubro, o Ferrari Elettrica, seu primeiro modelo 100% elétrico. Além da excelente performance típica dos carros da empresa, o novo modelo chama a atenção pelo uso do alumínio. Pela primeira vez, tanto o chassi como a carroceria são fabricados com 75% de alumínio reciclado, o que garante uma redução de 6,7 t de CO₂ por veículo produzido. A escolha do material também está nas peças fundidas dos eixos e em uma estrutura avançada da bateria, destacando o papel do alumínio na leveza, na eficiência energética e na sustentabilidade do projeto.
O Ferrari Elettrica traz arquitetura inédita, com bateria totalmente integrada ao assoalho e 85% dos módulos posicionados na região mais baixa do veículo, reduzindo o centro de gravidade em 80 mm em relação a um modelo a combustão. A própria bateria é estruturada por uma casca de alumínio ultrafina, responsável pela proteção das células e pela rigidez da carroceria, além de incorporar as placas de resfriamento. Essa integração transforma a bateria em um elemento estrutural do veículo, elevando a densidade de energia para quase 195 Wh/kg, uma das mais altas já alcançadas em um carro elétrico.
Os eixos dianteiro e traseiro, com seus motores, transmissões e inversores, foram desenvolvidos internamente pela engenharia da própria Ferrari, assegurando controle total sobre desempenho, eficiência, ruído e durabilidade. As peças fundidas desses conjuntos utilizam liga de alumínio secundário, o que reduz em até 90% as emissões de CO₂ em comparação com ligas convencionais. A leveza do material contribui para densidades de potência elevadas, com até 4,8 kW/kg no eixo traseiro, além de ganhos diretos em eficiência e dinâmica de condução. O subchassi traseiro — o primeiro na história da Ferrari — também utiliza tecnologia de peça fundida oca de alumínio, sendo a maior já produzida pela marca, combinando rigidez, conforto e baixo peso.
A aplicação do alumínio se estende ainda à proteção estrutural da bateria, às placas de compressão e aos elementos transversais que garantem resistência em impactos laterais, frontais e traseiros. Esse uso inteligente do material permitiu reduzir a massa, ampliar a segurança e manter o padrão de performance que caracteriza a marca.
Com dois eixos elétricos, até 620 kW de potência na traseira, torque de até 8 mil Nm e modos de condução voltados para eficiência ou máxima performance, o Ferrari Elettrica representa a combinação entre eletrificação de alta performance, alta engenharia e sustentabilidade.
A revelação completa do design de interior está prevista para o início de 2026, enquanto a estreia mundial do modelo ocorrerá no primeiro semestre do próximo ano.
Foto: Divulgação Ferrari




