A nova geração de trens de alta velocidade da China, representada pelo modelo CR450, está dando um salto tecnológico evidenciado principalmente pela utilização de alumínio em sua estrutura. Desde o lançamento do protótipo, em dezembro de 2024, até os recentes testes operacionais realizados em 2025, o trem demonstra como a redução de peso — cerca de 10% inferior ao de modelos anteriores, em razão, principalmente, do uso de alumínio — é determinante para alcançar velocidades inéditas, aumentar a eficiência energética e aprimorar a aceleração.

O CR450, construído majoritariamente de alumínio e fibra de carbono, já atingiu 453 km/h em testes e está projetado para operar comercialmente a 400 km/h. O projeto é liderado pelo Grupo Ferroviário Nacional da China (CRRC) em parceria com empresas, universidades e institutos de pesquisa. Os dois protótipos apresentados até agora — CR450AF e CR450BF — mostram avanços integrados em aerodinâmica, redução de vibração e ruído, além de alívio estrutural. Entre as inovações, destacam-se também o uso de ímãs permanentes no sistema de tração, frenagem de emergência multinível, comunicação sensível ao tempo e bogies (um conjunto de rodas, eixos e sistemas de suspensão).

Nos testes mais recentes na linha de alta velocidade Xangai–Chongqing–Chengdu, o CR450 quebrou recordes. Além de atingir sozinho 453 km/h, dois trens cruzando-se registraram um impressionante recorde combinado de 896 km/h. As mudanças estruturais — incluindo o alongamento do nariz para 15 m, a redução da altura do trem em 20 cm e o fechamento completo dos bogies — seguem princípios aerodinâmicos semelhantes aos de carros de corrida. Essas soluções, somadas ao uso do alumínio, foram decisivas para a redução de 50 t no peso total do trem, permitindo aceleração 100 s mais rápida que os modelos Fuxing atuais.
O CR450 também avançou em conforto, segurança e inteligência embarcada. O uso de materiais leves melhora a estabilidade e reduz o consumo energético, enquanto novas tecnologias de redução de ruído tornam as viagens mais silenciosas.
Fonte e fotos: CRRC




