Mesmo diante de um cenário global desafiador, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 230 milhões, enquanto a receita líquida consolidada alcançou R$ 8,79 bilhões, impulsionados pela valorização do preço do alumínio em reais.
De acordo com a empresa, o Ebitda ajustado atingiu R$ 257 milhões no quarto trimestre e a geração de caixa foi destaque com capital de giro positivo de R$ 309 milhões. Porém, ainda assim, o resultado contábil do quarto trimestre registrou prejuízo de R$ 164 milhões, influenciado por efeitos contábeis relacionados aos contratos futuros de energia e instrumentos de proteção financeira das exportações.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,2 bilhões, uma redução de 4% em relação ao mesmo período de 2024 e de 3% na comparação com o terceiro trimestre de 2025, demonstrando estabilidade em meio a sazonalidades.
Vendas, transformados e reciclagem
O volume total de vendas de alumínio foi de 128 mil t e o desempenho foi sustentado pelo segmento de alumínio primário, que apresentou alta de 8% em relação ao mesmo período do ano passado e somou 71 mil t. Em transformados, o volume de vendas totalizou 32 mil t, uma queda de 8% em relação ao mesmo período do ano passado e redução de 6% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
Em reciclagem, o trimestre foi encerrado com 25 mil t vendidas, ligeira expansão de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior; porém, com recuo de 4% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O movimento trimestral sugere uma acomodação da demanda, ainda influenciada pelo comportamento do setor de autoconstrução e pelo ambiente de crédito mais restrito.
No último trimestre do ano, a CBA também concluiu a aquisição da participação no Complexo Eólico Serra do Tigre, no Rio Grande do Norte, pertencente à Casa dos Ventos, e deu um passo importante na execução da sua estratégia de competitividade por meio de um portfólio de energia resiliente, diversificado e sustentável.
Além disso, a empresa foi destaque na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em novembro de 2025, em Belém, no Pará, fortalecendo o potencial do alumínio para a transição energética e reforçando sua posição de referência global na produção de um metal de baixo carbono.
Foto: Divulgação CBA




