A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) apresentou lucro líquido de R$ 335 milhões no primeiro trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 30 milhões registrado no mesmo período de 2024. O EBITDA ajustado da companhia também teve um salto expressivo, de 195%, atingindo R$ 430 milhões.
Segundo a empresa, o bom desempenho foi impulsionado pela valorização de 19% no preço médio do alumínio na LME (London Metal Exchange, ou Bolsa de Metais de Londres, em português), cotado a 2.627 dólares por t, e pela alta do dólar, com média de R$ 5,85 no trimestre. Com isso, a receita líquida do segmento de alumínio alcançou R$ 2,3 bilhões, crescimento de 38%.
A área de reciclagem da CBA registrou aumento de 19% no primeiro trimestre, com 26 mil t vendidas, em virtude dos setores automotivo e de autoconstrução. No ramo de transformados, as vendas aumentaram 3% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 33 mil t, com destaque para o bom desempenho das folhas de alumínio.
A companhia manteve 94% das vendas no mercado interno, sustentadas pela demanda aquecida nos setores de construção civil, mobilidade urbana e eletrificação. Já o volume total de vendas atingiu 120 mil t, das quais 61 mil foram de alumínio primário — queda de 7%, influenciada pela redução nas vendas de tarugos.
Em relação à sustentabilidade, a empresa manteve a liderança global em baixas emissões de carbono. A refinaria de Alumínio (SP) registrou 0,21 tCO₂e/t de óxido, e nas salas fornos ficou no primeiro quartil do setor, com 2,87 tCO₂e/t de alumínio líquido. Desde 2019, a redução nas emissões alcançou 33%, aproximando-se da meta de 40% até 2030.
Além disso, a CBA passou a integrar o Sustainability Yearbook da S&P Global e mantém-se pelo 3º ano consecutivo na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), ocupando a 12ª posição entre 82 empresas.
Foto: Divulgação CBA




