O Centro de Reabilitação Animal (Cras) integra um sistema de gestão e conservação da fauna na área de mineração de bauxita da Alcoa em Juruti, no oeste paraense. Em 2021, o local abrigou 482 animais, sendo 8 anfíbios, 160 aves, 108 mamíferos e 206 répteis.
“Atendemos animais oriundos da área de lavra e beneficiamento e animais que são vítimas de atropelamento na rodovia e ferrovia. Os répteis sempre estão à frente, devido ao hábito de se aquecer em locais em que há grande movimentação de veículos”, explica Rafaelle Santos, médica veterinária.
Visando o aproveitamento científico dos animais que vão a óbito, a unidade mantém parceria com as universidades.
“Alguns, infelizmente, são recebidos sem vida. Porém, quando apresentam boas condições de conservação, são triados para o envio a instituições de ensino superior, dentre elas as universidades Federal Rural da Amazônia (Ufra), Campus de Belém, e Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém. As escolas recebem o material e o incorpora aos acervos de seus museus de zoologia para estudos científicos — anatômicos, necroscópicos, taxidermias e descrição de espécies”, informa Rafaelle.
O Cras, localizado dentro da área da mina da Alcoa, conta com equipe atuante 24 horas para garantir a maior taxa possível de sobrevivência dos animais atendidos. Com a aquisição de um aparelho de ultrassonografia veterinário e um de radiografia digital portáteis, houve aumento no percentual de sobrevivência de 63% para 68%.




