Na última quinta-feira (20/1), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial da Coronavac em crianças de 6 a 17 anos. A vacina contra Covid-19 do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac contém vírus inativado — plataforma tecnológica tradicional — e hidróxido de alumínio como adjuvante.
Essa substância costuma ser adicionada em alguns tipos de vacinas para melhorar a resposta imune, estimulando a produção de anticorpos. Além disso, pode contribuir para que isso ocorra com mais rapidez e a menor quantidade de antígenos (vírus) possível, o que reduz o custo da vacina e viabiliza o acesso para a população.
O alumínio tem sido utilizado para essa finalidade na forma de sal – hidróxido, fosfato e sulfato — devido ao seu perfil de segurança, facilidade de preparação, estabilidade e alta capacidade imunoestimulante.
Segundo o Butantan, a quantidade de hidróxido de alumínio contida em cada dose de CoronaVac obedece ao limite aprovado por órgãos reguladores internacionais e pela Anvisa, que é de 0,15 a 0,30 mililitros (ml) por cada dose de 0,5 ml, sendo inofensiva tanto para adultos, quanto para crianças.
Produção
A CoronaVac é fabricada com vírus inativado, uma das tecnologias mais tradicionais, estudadas e seguras de produção de imunizantes. Isso significa que a vacina contém o vírus SARS-CoV-2 inativado, incapaz de fazer mal à saúde, mas suficiente para despertar uma resposta imune no organismo caso a pessoa vacinada tenha contato com o vírus.
“Quando a vacina é aplicada em uma pessoa, o alumínio presente na formulação estimula determinados receptores do sistema imunológico, que fica ativo e consegue responder com força a determinado vírus ou proteína”, explica Flávio Guimarães da Fonseca, virologista do Centro de Tecnologia de Vacinas e pesquisador do Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Acesse aqui a bula da Coronavac.
Segurança
De acordo com o International Aluminium Institute (IAI), os sais de alumínio têm um longo registro de segurança como adjuvantes vacinais com mais de 80 anos de uso no Brasil e no exterior.
“É o adjuvante mais estudado mundialmente, com mais de 310 publicações no pubmed.gov e 6.800 citações no Google Scholar (portal acadêmico). Devido ao seu amplo histórico de pesquisa e uso, os sais de alumínio são considerados seguros para uso humano”, afirma Ariana Meirelles, gerente de Vendas do Segmento Farmacêutico na Croda Brasil.




