Na última terça-feira, dia 4 de junho, Janaina Donas, presidente-executiva da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), foi uma das entrevistadas na reportagem exibida pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, que mostrou os impactos da nova tarifa sobre a importação do alumínio e do aço imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Na ocasião, Janaina fez um alerta dizendo que o Brasil pode ser um dos principais alvos de uma inundação de produtos asiáticos, os quais perderão espaço no mercado americano. Com isso, aumentaria a competição aqui dentro.
“As medidas de defesa comercial não têm sido suficientes para conter essa inundação de produtos asiáticos e o nosso mercado é muito focado no atendimento das necessidades do mercado nacional. Nós somos altamente competitivos em preço, qualidade e em matéria de sustentabilidade, mas desde que tenhamos um ambiente de comércio justo e equilibrado, e que todos estejam competindo com igualdade de condições”, afirmou.
Segundo a medida do governo americano, a tarifa de importação sobre o alumínio e o aço dobra de 25% para 50%. E, como dito na reportagem, embora o Brasil tenha uma pequena participação nas vendas de alumínio – cerca de 1% do total importado pelos EUA –, o setor teme sentir os efeitos colaterais desse aumento.
Além de tais riscos comerciais, a medida pode causar impactos indiretos no mercado financeiro, na indústria siderúrgica e até no trabalho do catador de latinhas, uma etapa fundamental da cadeia brasileira do alumínio.
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