Um memorando de entendimento foi assinado pela Ford e o Grupo Rio Tinto, com o objetivo principal de aumentar o conteúdo de alumínio de baixo carbono usado nos veículos da marca, além de desenvolver cadeias sustentáveis e seguras de fornecimento de matérias-primas sustentáveis.
A iniciativa se dá pouco tempo após a fabricante americana aderir à First Movers Coalition, comprometendo-se a adotar ao menos 10% de alumínio carbono zero em seus carros até 2030. Outra meta assumida pela Ford é atingir globalmente a neutralidade de carbono até 2050.
“Esse é um excelente exemplo de como a escala e a experiência industrial da Ford podem ser aproveitadas para acelerar a mudança para os veículos elétricos. São anos de conhecimento compartilhados, além de um forte relacionamento, que ajudarão a criar uma geração de veículos elétricos para milhões de clientes”, declara Hau Thai-Tang, diretor de Plataforma Industrial da Ford.
O acordo prevê que a Rio Tinto fornecerá alumínio produzido com energia elétrica limpa, gerada por usinas hidrelétricas no Canadá, e metal fundido produzido com o processo Elysis de carbono zero — tecnologia desenvolvida pela empresa que utiliza ânodos inertes, ao invés de ânodos de carbono, tradicionalmente usados no processo de eletrólise.
“Estamos muito animados por trabalhar com a Ford, apoiando essa transição para produção de veículos elétricos e de carbono zero, fornecendo ampla gama de materiais. Também avançamos em nosso compromisso de trabalhar com os clientes pela descarbonização das cadeias de valores”, explica Alf Barrios, diretor-comercial da Rio Tinto.
A parceria entre Ford e Rio Tinto ainda prevê que a gigante americana de automóveis será a primeira cliente a receber fornecimento de lítio — matéria-prima fundamental na produção de baterias para os veículos elétricos — proveniente das minas da Rio Tinto na Argentina.
Recentemente, a Ford anunciou um plano que prevê a produção de 600 mil veículos elétricos em 2023 — sendo 270 mil Mustang Mach-E, 150 mil F-150 Lightning, 150 mil Transit EV e 30 mil SUVs elétricos.
A Ford trabalha com a perspectiva de atingir 2 milhões de veículos elétricos produzidos já em 2026. Para chegar a tal escala, além das atuais baterias de níquel-cobalto-manganês, também adicionará ao portfólio as baterias de lítio-ferro-fosfato.
Por isso, além do acordo com a Rio Tinto, a montadora já entrou em entendimento com várias outras empresas para o desenvolvimento de tecnologias e para o fornecimento de níquel — assinando acordos com empresas como BHP, PT Vale Indonésia e Huayou Cobalt.
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