O mercado de mineração e metais teve uma movimentação histórica esta semana. A Votorantim S.A. anunciou, na quinta-feira, 29 de janeiro, a venda de toda a sua participação na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para um consórcio formado pela Aluminum Corporation of China Limited (Chalco) e pela anglo-australiana Rio Tinto. O negócio envolve 68,59% do capital da empresa e está avaliado em aproximadamente R$ 4,69 bilhões.
A implementação da operação, comunicada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), resultará na transferência do controle acionário da CBA para os novos compradores. O preço base por ação foi fixado em R$ 10,50, valor que será ajustado pela taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário) até a data do fechamento definitivo do negócio, podendo ser reduzido em função de eventuais dividendos, juros sobre capital próprio, distribuições de lucros, recompra ou resgate de ações ou reduções de capital realizados pela companhia em benefício da Votorantim no período.
Termos do acordo
Como se trata de uma alienação de controle em uma empresa listada no Novo Mercado da B3, a bolsa de valores brasileira, os compradores já confirmaram que realizarão uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para os acionistas minoritários. Isso garante aos atuais detentores de ações o direito de vender suas participações em condições equitativas.
Embora a Chalco e a Rio Tinto tenham manifestado a intenção inicial de fechar o capital da CBA, ou seja, tirar a empresa da bolsa, o comunicado ressalta que essa decisão ainda pode ser reavaliada após a conclusão da compra.
Barreiras regulatórias
Apesar do aperto de mãos, a transação não é imediata. O fechamento da operação está sujeito a uma série de aprovações. No Brasil, ainda passará pela aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). No exterior, também será necessário o aval de autoridades antitruste de países como China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai.
O fim de uma era
Em nota aos seus stakeholders, a Votorantim destacou que a transação está em linha com a estratégia da companhia, focada em gestão ativa do portfólio e geração de valor. O objetivo é fortalecer a competitividade do grupo e a estratégia de longo prazo da CBA, posicionando o alumínio brasileiro de baixo carbono no cenário mundial.
“O movimento reconhece a trajetória marcante construída pela CBA ao longo de setenta anos e representa uma oportunidade de impulsionar o desenvolvimento das pessoas e o crescimento sustentável da companhia, ampliando sua relevância como produtora integrada do metal e da referência em sustentabilidade”, afirmou a Votorantim no comunicado.
Foto: Divulgação CBA




