Em continuidade à intensa programação da primeira semana, a indústria do alumínio mantém presença estratégica na segunda etapa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém, reforçando seu compromisso com a economia circular, inclusão social e descarbonização. Até 21 de novembro, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e as empresas do setor seguem mobilizadas em diferentes arenas da conferência — da Green Zone à FreeZone — com painéis que conectam inovação, políticas públicas e desenvolvimento territorial, colocando o alumínio no centro das soluções climáticas.
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A programação do setor começou ontem na FreeZone com o painel “Materiais estratégicos e transição energética: fundamentos para a descarbonização”. Conduzida por Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL, o encontro discutiu o papel de minerais e materiais relevantes na cadeia de tecnologias de baixo carbono e nos desafios de garantir segurança de suprimento, valor agregado e sustentabilidade, com a participação de Luiz Roberto Júnior, da Albras, e Raul Jungman, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Outro debate, também na FreeZone, o “Negócios que regeneram: sustentabilidade com raiz no território”, abordou iniciativas empresariais conectadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento de comunidades.
Na Green Zone, foi a vez do painel “Reciclagem e inclusão: o alumínio brasileiro na vanguarda da circularidade global” com a apresentação de casos concretos da indústria nacional que combinam inovação tecnológica, impacto socioambiental positivo e modelos eficientes de economia circular — evidenciando por que o alumínio é referência mundial em reciclagem.
A agenda segue na FreeZone, hoje, dia 18 de novembro, com o painel que discute “Financiamento climático: o papel do investimento para iniciativas resilientes e sustentáveis”. O encontro debate os desafios do aporte de recursos para projetos climáticos, especialmente aqueles voltados às juventudes — que hoje recebem menos de 1% da filantropia global.
No dia 19 de novembro, na FreeZone, às 11h30, a discussão avança para o tema “Transição justa: alinhando ação climática e desenvolvimento territorial”. O painel abordará como conciliar ação climática, inovação e fortalecimento das comunidades locais. No mesmo dia, das 14 às 16 horas, está programado o debate “Adaptação climática: como construir territórios resilientes e sustentáveis”, com foco nos desafios urbanos e na necessidade de modelos mais inclusivos de planejamento e infraestrutura.
Um dos pontos altos da participação do setor ocorrerá em 20 de novembro, às 11 horas, na Green Zone, com o painel “Circularidade na indústria: caminhos para descarbonizar setores hard-to-abate”. O encontro vai discutir de que forma modelos circulares — em especial a reciclagem e o reúso de materiais como o alumínio — podem acelerar a descarbonização de segmentos industriais de difícil abatimento. O painel reúne diferentes setores industriais para compartilhar experiências e evidenciar o papel estratégico do alumínio na construção de uma economia de baixo carbono.
Encerrando a programação, no dia 21 de novembro, das 14 às 16 horas, a FreeZone receberá o painel “Transição energética justa: desafios e perspectivas jovens”. O debate apresentará visões das juventudes sobre preservação de ecossistemas e caminhos possíveis para uma matriz energética sustentável.
Além disso, o Centro Cultural do Alumínio (CCAL), mantido pela ABAL, promoverá até 20 de novembro, na COP, três oficinas na FreeZone Cultural Action focadas em inclusão, circularidade e reaproveitamento do alumínio.
Confira a agenda completa da indústria do alumínio e da ABAL na COP 30: https://abal.org.br/agenda-abal-na-cop30




