O balanço do terceiro trimestre de 2025 da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) mostrou um lucro líquido de R$ 131 milhões, alta de 51% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, o desempenho foi impulsionado pela forte demanda interna, pelos preços internacionais do alumínio em alta — London Metal Exchange (LME) a US$ 2.618/t — e por uma produção estabilizada de 93 mil t de alumínio líquido.
A receita líquida consolidada da CBA atingiu R$ 2,3 bilhões, crescimento de 5% em relação ao terceiro trimestre de 2024. Todos os segmentos de negócio contribuíram para esse desempenho, incluindo o de energia, que registrou alta de 110% na receita, beneficiado por melhores preços de comercialização. No entanto, o maior destaque veio dos produtos primários, como o lingote, cuja receita líquida cresceu 13% na comparação anual, somando R$ 1,2 bilhão, resultado do aumento de 7% no volume de vendas. A boa demanda também se refletiu nas vendas de produtos transformados, que subiram 3% na comparação anual.
Houve, ainda, avanço no EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do negócio alumínio, que cresceu 22%, totalizando R$ 262 milhões. Por outro lado, o EBITDA ajustado recuou 43%, para R$ 234 milhões. Esses resultados foram afetados por ajustes contábeis em ativos de energia e pela baixa previsão de chuvas no Sul e no Sudeste.
A dívida líquida da companhia encerrou o trimestre em R$ 3,3 bilhões, com alavancagem de 2,45 vezes, levemente acima do trimestre anterior. As captações totalizaram R$ 1,1 bilhão, reduzindo a dívida bruta, que era de R$ 4,2 bilhões ao fim do segundo trimestre, apoiadas pela valorização do real frente ao dólar. Entre as operações financeiras, destacou-se a 2ª emissão de debêntures sustentáveis da CBA, com prazo médio de sete anos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa, reforçando o compromisso da companhia com a sustentabilidade e a transição energética no setor de alumínio.
Foto: Divulgação CBA




