A Mineração Rio do Norte (MRN) completa, em 2025, 46 anos de atividades, celebrando sua posição como uma das maiores produtoras de bauxita do País e uma das referências em mineração sustentável na Amazônia. Ao longo da sua trajetória, a empresa vem conduzindo um processo de transição energética e investindo em iniciativas voltadas à descarbonização, à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento das comunidades locais.
Com 12,8 milhões de t de bauxita produzidas em 2024, a companhia abastece três continentes – América, Europa e Ásia – e destina 64% de sua produção ao mercado interno, contribuindo para a cadeia do alumínio, que representa 6,4% do PIB nacional, segundo dados do Anuário Estatístico da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). Só no ano passado, a MRN também disponibilizou R$ 34 milhões aos municípios em que atua e movimentou a economia do Oeste do Pará com R$ 717,2 milhões em compras e R$ 62 milhões em serviços contratados de fornecedores locais, sem contar os R$ 42,2 milhões aplicados em iniciativas socioambientais. A empresa dispõe de mais de 6 mil empregados diretos e indiretos, dos quais 85% são paraenses.
Entre as iniciativas da empresa que merecem destaque, encontra-se o Projeto Linha de Transmissão. Em andamento, ele criará 98 km de extensão para conectar a operação da empresa ao Sistema Interligado Nacional, reduzindo em cerca de 25% suas emissões totais de CO₂. Outro avanço é o Projeto Novas Minas, que garantirá a continuidade das operações da MRN por mais quinze anos, com licenciamento prévio obtido após consultas a comunidades quilombolas e análises ambientais.
A MRN ainda se destaca por seu programa de reflorestamento, que já recuperou 7,8 mil ha na Amazônia. Em 2024, foram plantadas 576 mil mudas e restaurados quase 380 ha, o que representa um crescimento de 45% no número de mudas e de 19% na área restaurada em relação a 2023. O Projeto Rede de Coletores de Sementes também é significativo, pois uniu a empresa a comunidades quilombolas e ribeirinhas para a restauração ecológica de áreas mineradas.
Outro marco é a recuperação do Lago Batata, localizado em Porto Trombetas, em Oriximiná, que completa 36 anos de restauração em 2025. A área, impactada com disposição de rejeitos no passado, passou por um amplo programa de recuperação conduzido pela MRN em parceria com universidades, especialistas e comunidades locais. A iniciativa conduziu a plantação de 800 mil mudas de espécies nativas, recuperando 120 ha de igapó. A fauna e a flora típicas do local já se restabeleceram, e a área agora abriga uma rica biodiversidade com flores, frutos, aves e répteis. Além da recuperação ecológica, o programa desenvolve pesquisas científicas pioneiras no Brasil e inclui projetos socioambientais que beneficiam mais de oitenta famílias da região.
“Chegar aos 46 anos com uma atuação responsável e voltada ao futuro é motivo de orgulho para todos nós. Temos direcionado nossos esforços para ampliar a contribuição da MRN às soluções climáticas, fortalecendo uma mineração com mais eficiência energética”, afirma Guido Germani, CEO da MRN.
Considerando que o Brasil sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) neste ano, Germani menciona a importância estratégica da bauxita para uma transição energética justa. Além disso, ressalta que o mineral é essencial para o desenvolvimento de outros setores produtivos do País, como transporte, construção civil, embalagens e bens de consumo.
Foto: Divulgação MRN




