No dia 20 de fevereiro, o Centro Cultural do Alumínio (CCAL), localizado na sede da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), em São Paulo, promoveu um evento para celebrar o lançamento da ABNT NBR 14125: 2025 — Alumínio e suas ligas – Tratamento de superfície – Requisitos para revestimento orgânico para fins arquitetônicos. O encontro reuniu integrantes do comitê técnico de tratamento de superfície e representantes das empresas parceiras diretamente envolvidas no processo.

Publicada em 1998, a revisão da ABNT NBR 14125 foi coordenada por João Inácio Graciolli na Comissão de Estudo de Produtos Extrudados do Comitê Brasileiro do Alumínio (ABNT/CB-035), cuja gestão é de responsabilidade da ABAL.
O documento estabelece os requisitos fundamentais para revestimentos orgânicos aplicados por pintura em produtos de alumínio e suas ligas, com foco em usos arquitetônicos para ambientes internos e externos. A norma detalha ainda critérios técnicos rigorosos para o tratamento de superfície, abrangendo desde produtos semiacabados até o produto final, visando a garantir o desempenho, a durabilidade e a qualidade estética das peças.
Contemplando especificamente os segmentos de construção e arquitetura, a ABNT NBR 14125 promove a padronização de processos, conferindo maior confiabilidade e proteção aos produtos de alumínio no mercado.
“O tratamento da superfície do alumínio é extremamente importante, pois garante a qualidade e a durabilidade do produto na aplicação final. Trata-se de uma etapa que agrega muito valor ao metal”, explica Denise Veiga, gerente da Área Técnica da ABAL.
O desenvolvimento da atualização contou com a colaboração e o apoio estratégico das empresas Weg, GreenPalm, Alar, Alsan, Epristina, Eukor e Italtecno.
Histórico
1998: Publicação
A 1ª publicação estabeleceu requisitos mínimos para revestimento orgânico em alumínio e suas ligas, direcionado a aplicações arquitetônicas;
2003: Revisão
A 1ª revisão atualizou parâmetros técnicos, especialmente em relação à espessura e à aderência, além de alinhar alguns métodos de ensaio com normas internacionais;
2016: Nova revisão
A 2ª revisão trouxe maior detalhamento sobre desempenho, resistência à corrosão e durabilidade, além de harmonizar com padrões internacionais mais recentes;
2025: 3ª revisão
A 3ª revisão ampliou o escopo para ambientes internos e externos, reforçou requisitos de sustentabilidade, harmonizou métodos de ensaio com padrões globais e trouxe maior rigor técnico em durabilidade e resistência.
Fotos: Divulgação ABAL





