Passados 35 anos de pesquisas conjuntas, a Mineração Rio do Norte (MRN) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgaram os resultados de um estudo científico sobre a recuperação do Lago Batata, localizado em Oriximiná (PA), no coração da Amazônia.
A iniciativa, parte do Programa de Monitoramento e Estudos Ecológicos no Lago Batata, resultou na recuperação gradual das condições ecológicas para a vida aquática, a fauna e a flora na região.

A empresa se dedicou a recuperar o lago, que havia sido afetado na década de 1980 pelo descarte de rejeitos da mineração de bauxita, mesmo que essa prática fosse permitida pelas leis da época. Apesar de o rejeito não ser tóxico, sendo formado basicamente por água e argila, ele causou diversos problemas para o ambiente, como o acúmulo de sedimentos no fundo do lago (assoreamento), a destruição de áreas de floresta alagada (igapó) e a alteração das áreas que ficavam cobertas por água.
O programa de restauração do Lago Batata é pioneiro no mundo por conseguir recuperar um lago amazônico com diferentes tipos de ambiente e uma grande variedade de plantas. Essa recuperação complexa, envolvendo a criação de um “mosaico de ecossistemas”, gerou 99 publicações científicas no Brasil e no exterior. Com base em princípios como sustentabilidade, preservação ambiental e respeito às comunidades, o investimento nesse projeto já ultrapassa R$ 31,5 milhões.
“Com o tempo e com os esforços da MRN e de muitas partes interessadas, o Lago Batata vai se recuperando. O legado que queremos deixar para as comunidades e para a Amazônia é construir o futuro, gerando desenvolvimento econômico com respeito às pessoas e ao meio ambiente”, afirma Guido Germani, diretor-presidente da MRN.
Foto: Divulgação MRN




