Em julho, a Rio Tinto, multinacional australiana do setor de mineração, divulgou seu relatório de operações referente ao segundo trimestre de 2024. O destaque ficou por conta da produção de bauxita, essencial para a fabricação de alumínio, o qual apresentou um crescimento expressivo de 9%. Segundo a empresa, esse resultado positivo foi impulsionado pela implementação do Sistema de Produção Segura (SPS) em suas operações.
Apesar do aumento na produção de bauxita, a Rio Tinto enfrentou um contratempo na fabricação de alumina – caiu 10% no segundo trimestre. Essa queda foi atribuída à interrupção no fornecimento de gás do gasoduto Queensland, na Austrália, ocorrida em março. Diante desse cenário, a empresa reajustou sua previsão de produção de alumina para o ano, mas mantém a expectativa de que o fornecimento de gás seja normalizado até o final de 2024.
Já a produção de alumínio da Rio Tinto permaneceu estável, registrando um leve aumento de 1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O diretor-executivo da empresa, Jakob Stausholm, afirmou que o desempenho operacional continua em progresso e que, apesar dos desafios, a Rio Tinto vem presenciando uma transformação significativa em sua produção.
“Continuamos a priorizar a descarbonização de nossos negócios, anunciando a instalação de células de fundição de alumínio sem carbono usando a tecnologia Elysis em nossa fundição Arvida em Quebec. Também assinamos contratos de eletricidade de vinte anos, respaldados por eletricidade renovável, para garantir o futuro da fundição de alumínio Tiwai Point, na Nova Zelândia”, declara Stausholm.
Recentemente, a Rio Tinto também adquiriu da NZAS a participação restante da fundição Sumitomo Chemical Company Limited, tornando-se a única proprietária da operação.
Foto: Divulgação Rio Tinto




