A 18ª Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram), um dos principais eventos de mineração da América Latina, ocorrido de 9 a 12 de setembro em Belo Horizonte (MG), contou com a participação de importantes players do setor de alumínio, entre eles, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), a Alcoa, a Mineração Rio do Norte (MRN) e a AMG Brasil.
O congresso, que este ano recebeu mais de 60 mil participantes, 2 mil congressistas e cerca de 450 expositores, proporciona um espaço para debater o panorama atual da mineração em nível global, além de promover a troca de conhecimento, experiências e perspectivas sobre o futuro do setor entre representantes da indústria, especialistas, governo e terceiro setor.
Realizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a Exposibram já se consolidou como um grande centro de experiências para o setor de mineração, que, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, gerou um faturamento de R$ 248 bilhões em 2023 e criou mais de 214 mil empregos diretos e perto de 2,5 milhões de empregos indiretos em toda a sua cadeia produtiva.
Inventário de gases de efeito estufa
A ABAL acompanhou as discussões durante todo o evento e ainda marcou presença no painel “Inventário de Gases de Efeito Estufa IBRAM – Resultados do Setor”, com a contribuição de Roberta Sousa Versiani, gerente de Relações Governamentais da associação.

Na ocasião, Roberta afirmou que o setor de alumínio já se destaca por suas práticas sustentáveis, como a mineração de bauxita com técnicas que promovem o manejo e a restauração do solo, minimizando os impactos ambientais. Além disso, um estudo recente da ABAL comprovou que o alumínio brasileiro tem uma intensidade carbônica 3,3 vezes menor que a média global. Enquanto a produção mundial emite, em média, 16 t de CO₂ por t de alumínio primário, o alumínio brasileiro emite entre 4,5 e 6,5 t.
Por esse motivo, a criação de um inventário de gases de efeito estufa de cada etapa produtiva é fundamental para impulsionar melhorias contínuas no processo, garantindo um futuro mais sustentável para a indústria do alumínio.
Agenda ESG
A Alcoa, empresa global de produção de alumínio, teve uma participação ativa na Exposibram 2024, com foco em temas como transição energética, descarbonização, economia circular e diversidade. Executivos da empresa lideraram painéis e palestras, demonstrando a importância de uma agenda ESG robusta para o futuro da mineração.
Durante o painel “Como ampliar a agregação de valor aos bens minerais produzidos no Brasil”, Gisele Salvador, CFO da Alcoa no Brasil, mostrou os desafios de uma agenda ESG forte para alavancar novas cadeias industriais e consolidar o País como um fornecedor confiável de minerais.

“O futuro da atuação global do setor mineral dependerá da sua capacidade de equilibrar a exploração de recursos com a responsabilidade ambiental e social, adotando uma abordagem estratégica e integrada com iniciativas consistentes de sustentabilidade”, afirmou a CFO.
A empresa também apresentou um caso de sucesso em economia circular, com o reaproveitamento de resíduos de bauxita na produção de cimento. Além disso, a Alcoa participou de uma rodada de negócios, fortalecendo suas relações com fornecedores e buscando novas oportunidades comerciais.
Investimentos operacionais
A AMG Brasil apresentou os seus avanços na produção de minerais críticos e materiais especiais, além de mostrar o seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde atua. Fabiano Costa, CEO da empresa, compartilhou os principais investimentos e projetos da AMG para impulsionar o empreendedorismo na região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais, onde estão localizadas as unidades da companhia.
Durante o painel “Encadear – Sebrae & Invest Minas – Cases e Boas Práticas da Importância do ESG nas Cadeias de Valor”, promovido no último dia da Exposibram, o executivo contextualizou os projetos operacionais mais relevantes da companhia e destacou exemplos para o fortalecimento do empreendedorismo local, além da evolução das contratações de serviços e compras regionais realizadas nos últimos anos.

“Dentre os nossos propósitos de ESG estão o incentivo ao desenvolvimento dos territórios em que atuamos e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades. Para isso, desenvolvemos e apoiamos projetos que buscam valorizar e respeitar as vocações socioeconômicas e o modo de vida local”, ressaltou Fabiano Costa.
Mineração sustentável
Para compartilhar suas experiências e boas práticas em mineração sustentável, MRN participou de diversas atividades durante o evento. A empresa também apresentou casos de sucesso em reflorestamento, com mais de 7.500 ha recuperados em quatro décadas. Também incluiu as experiências da MRN com consultas livres, prévias e informadas em territórios quilombolas e o plano de comunicação com comunidades ribeirinhas e rurais.
Daniel Maciel, gerente-jurídico da MRN, compartilhou a experiência da empresa no licenciamento do Projeto Novas Minas (PNM) no painel “Avanços e Tendências da Legislação em Licenciamento Ambiental”. Em outro painel, o projeto Fábrica de Ecoblocos também foi apresentado como uma solução inovadora para o reaproveitamento de rejeitos de bauxita. A companhia buscou, ainda, fortalecer parcerias para seu desenvolvimento sustentável por meio de rodadas de negócios.

A empresa também celebrou importante conquista na ocasião. Rogério Junqueira, diretor de Operações, foi premiado na 1ª edição do Prêmio Mina, promovido pela Women In Mining Brasil (WIM Brasil). Junqueira venceu na categoria “Aliados na busca pela equidade de gênero”, um reconhecimento a homens que se dedicam à promoção da igualdade no setor. O prêmio visa a impulsionar a equidade de gênero na mineração, valorizando tanto as mulheres em cargos de liderança e operacionais como os homens que atuam como aliados na construção de um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo.
“Fiquei muito surpreso com a premiação e o reconhecimento. Desde o início da minha carreira na mineração, sempre tive a oportunidade de trabalhar com mulheres muito competentes e que me inspiraram. E tenho buscado apoiar as mulheres na mineração por entender que não existem diferenças e sei que isso faz bem para todos que estão no ambiente de trabalho”, afirma.
Fotos: Divulgação Exposibram 2024




