A Alcoa e a Brado Logística estão implementando uma nova operação multimodal para o transporte de lingotes de alumínio da Alcoa, produzidos na refinaria Alumar, em São Luís (MA), para clientes no Estado de São Paulo. A operação integra os modais rodoviário e ferroviário, tendo a Ferrovia Norte-Sul como eixo principal, conectando Davinópolis (MA) a Sumaré (SP) ao longo de mais de 2.700 km.
A iniciativa teve início ainda em julho de 2025, quando a nova rota foi inaugurada. Desde então, foram realizadas treze viagens, movimentando 884 contêineres e 22.500 t de produtos.
De acordo com as empresas, a operação comprova a viabilidade de estabelecer corredores ferroviários regulares para cadeias de suprimentos industriais complexas, tradicionalmente sensíveis a atrasos, questões de segurança, interrupções no fornecimento e volatilidade tarifária.
O percurso logístico tem início em São Luís, segue para Davinópolis, percorre a Ferrovia Norte-Sul até Sumaré e, a partir daí, abastece clientes industriais em São Paulo e Minas Gerais.
Além do ganho operacional, a parceria reforça o avanço de soluções sustentáveis no transporte de cargas no País. Apenas no segundo semestre de 2025, a adoção da ferrovia na rota da Alcoa reduziu mais de 5 mil t de CO₂ quando comparada ao transporte rodoviário. A estimativa considera a massa transportada, a distância percorrida e o fator emissões por modal, refletindo um benefício ambiental relevante.
“O modelo logístico representa um avanço estrutural na forma como o alumínio é transportado por longas distâncias no Brasil. Isso contribui para um transporte de cargas com menos emissões, rigorosos padrões de segurança e maior eficiência ao longo de toda a cadeia de valor, ao mesmo tempo que fortalece a resiliência e a competitividade de nossos negócios”, afirma Mateus Tiraboschi, vice-presidente-global de Compras e Transporte da Alcoa.
O desenho operacional integra a capacidade e a previsibilidade da ferrovia em longas distâncias com a flexibilidade do transporte rodoviário nos trechos iniciais e finais da operação. Os lingotes, com peso médio de 1,1 t por unidade, exigem rigorosos padrões de embalagem, rastreabilidade e segurança, além de planejamento antecipado para a ocupação de contêineres e a gestão dos terminais.
Foto: Divulgação Alcoa/Brado




