Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), construção civil registrou retração de 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB) do setor no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores. Apesar do recuo, o setor cresceu 1% frente ao segundo trimestre de 2025 e acumulou alta de 1,1% no primeiro semestre.
De acordo com Ieda Vasconcelos, economista-chefe da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o resultado acompanha a perda de dinamismo da construção em um cenário de juros elevados e crédito mais caro. Além disso, a retração também está relacionada à desaceleração das pequenas obras e reformas, que integram o cálculo do PIB da construção. Nesse segmento, o maior endividamento das famílias e o custo do crédito reduzem o consumo e dificultam a manutenção do ritmo de atividade. Mesmo diante desse cenário, a CBIC mantém a projeção de crescimento de 1,2% para a construção civil em 2026.
“Qualquer resultado negativo preocupa, mas continuamos esperando crescimento da construção este ano. A infraestrutura tem exercido papel importante, puxada, principalmente, pelos investimentos privados, pelas concessões e pelo saneamento. No mercado imobiliário, o Minha Casa, Minha Vida continua sendo um importante vetor da atividade”, explica Ieda.
O mercado de trabalho também segue positivo. Dados do Novo Caged (sistema oficial do governo brasileiro para coletar e gerar estatísticas mensais sobre o mercado de trabalho formal) mostram que a construção gerou quase 170 mil empregos formais no primeiro semestre, alta de 6,52% ante o mesmo período de 2025.
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