O golpe militar que ocorreu no dia 5 de setembro na Guiné-Conacri, na África Ocidental, levou ao aumento do preço do alumínio em meio à dúvidas sobre a produção global e a demanda em alta. No dia seguinte, o custo do metal chegou a subir 1,8%, para US$ 2.775,50 a t, na Bolsa de Metais de Londres (LME). Na segunda-feira (13), impactado por possíveis diminuições na produção chinesa, por conta da restrição no uso de carvão como fonte energética, o preço do metal alcançou US$ 3 mil a t, a maior cotação desde 2008.
A Guiné é um dos grandes fornecedores globais de bauxita e responde por mais da metade das importações da China. Embora a turbulência política aumente a possibilidade de cortes da oferta de alumínio, até agora não há sinais de que carregamentos ou minas tenham sido afetados.
No Brasil, as ações da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) subiram 6,89% no dia 6 de setembro, ao preço de R$ 13,50. Foi a maior cotação desde a estreia da empresa na B3 (Bolsa de Valores do Brasil), em julho deste ano.
Antes do golpe militar no país africano, o metal já acumulava alta de cerca de 38% este ano em Londres, impulsionado pela recuperação da demanda e da atividade econômica. Ao mesmo tempo, fundições chinesas buscam manter o nível de produção durante a crise sazonal de energia e medidas do governo de Pequim para controlar as emissões de carbono do país.




