O acabamento conhecido como efeito madeira vem conquistando espaço na indústria do alumínio por unir a estética da madeira à resistência do metal. Agora, essa parceria avança para um novo patamar no Brasil, pois a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) lidera, de forma pioneira, a elaboração de uma norma técnica inédita para esse tipo de solução.
O efeito madeira pode ser obtido por diferentes métodos industriais, como a sublimação, o sistema de pó sobre pó e o chamado real wood (madeira real/maciça). Em todos eles, o processo começa com a aplicação de uma camada base responsável pela coloração inicial que pode variar entre tons claros e escuros. Na sublimação, um filme transfer é utilizado para reproduzir os desenhos e padrões da madeira, enquanto nos demais processos uma segunda camada de tinta é aplicada antes da cura completa, formando os veios e nuances característicos. O realismo do resultado, tanto visual quanto ao toque, é garantido por uma base microtexturizada, que confere à superfície uma leve rugosidade, reproduzindo com fidelidade o aspecto natural da madeira.
A norma
O alumínio com aspecto de madeira vem sendo cada vez mais utilizado na construção civil, especialmente em esquadrias, elementos vazados, divisórias e revestimentos. Segundo a ABAL, o Brasil produz cerca de 13 mil t desse tipo de material por ano, refletindo um mercado em expansão e com crescente nível de exigência técnica.
A criação da norma técnica busca estabelecer referências claras para o setor, abrangendo critérios de qualidade, desempenho e padronização dos diferentes processos utilizados. A iniciativa também contribui para uniformizar parâmetros de avaliação do produto, trazendo mais transparência ao mercado e maior segurança para fabricantes, especificadores e consumidores finais.
O texto está sendo elaborado pela Comissão de Estudo de Tratamentos de Superfície do Alumínio, do Comitê Brasileiro do Alumínio, criado e coordenado pela ABAL. Depois de finalizada, a norma será encaminhada à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e esta, por sua vez, deverá submetê-la à consulta nacional, processo em que qualquer pessoa pode contribuir com o texto proposto e sugerir alterações à comissão. Se não houver comentários desfavoráveis, o texto será publicado como norma nacional.
“A norma acompanha o crescimento do setor e estabelece critérios claros de qualidade, desempenho e padronização. Na prática, isso traz mais previsibilidade e confiança ao consumidor final, especialmente em aspectos como durabilidade e adequação ao uso, além de dar mais segurança para fabricantes e profissionais envolvidos na especificação. É um passo importante para a consolidação desse segmento e para posicionar o Brasil como referência nesse tipo de tecnologia”, afirma Denise Veiga, gerente da Área Técnica da ABAL.
Além do apelo estético, o acabamento se destaca pelas vantagens do alumínio como material. Altamente reciclável, ele contribui para soluções mais sustentáveis e apresenta baixa necessidade de manutenção. A durabilidade também é um diferencial, pois o metal não sofre com empenamento, apodrecimento ou deterioração causada pelo Sol e umidade, o que garante maior vida útil e melhor custo-benefício ao longo do tempo.
Foto: Divulgação ABAL




