A valorização dos catadores na cadeia da reciclagem de alumínio será tema central de um painel promovido pelo International Aluminium Institute (IAI), pela Aluminium Stewardship Initiative (ASI) e pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém (PA). O debate, intitulado “Pessoas que movem a economia circular: integrando catadores à reciclagem de alumínio”, será realizado na quinta-feira, dia 13, no Domo da ABAL, localizado na FreeZone Cultural Action.
A discussão abordará o papel essencial de milhões de trabalhadores informais que sustentam as altas taxas de reciclagem mundial, mas permanecem invisíveis nas políticas climáticas e de financiamento. Embora o setor de alumínio empregue 1,6 milhão de pessoas formalmente, entre 15 e 20 milhões de catadores atuam sem garantias trabalhistas, contribuindo diretamente para a redução de emissões e a economia circular.
O painel contará com a mediação de Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL, e com a participação de Gabriel Carmona Aparicio, da ASI, Severino Francisco de Lima Junior, da Aliança Internacional de Catadores de Materiais Recicláveis, e Sandrine Duquerroy Delesalle, da Crown Holdings.
Os principais temas discutidos envolvem as formas de integrar os catadores aos sistemas formais de reciclagem, os padrões internacionais de recuperação ética e o projeto da organização humanitária internacional CARE Colômbia, que testa novos modelos de inclusão com apoio do ISEAL Innovations Fund.
“O Brasil e a América do Sul abrigam redes vibrantes de reciclagem informal que, há décadas, sustentam a economia circular da região. Ao sediarmos a COP 30 em Belém, temos uma oportunidade única de mostrar como podemos liderar a criação de sistemas de reciclagem inclusivos que valorizem a dignidade e o conhecimento dos catadores, ao mesmo tempo que fortaleçam nossa resposta coletiva às mudanças climáticas. Integrá-los aos mercados formais não é apenas uma questão econômica — é uma questão de justiça social e eficácia ambiental”, afirma Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.
Foto: Divulgação ABAL




